De forma incontestável, o norte-americano Justin Gaethje derrotou o compatriota Tony Ferguson por nocaute técnico no quinto assalto na principal luta da noite deste sábado do UFC 249, em Jacksonville, Estados Unidos, um dos poucos grande eventos esportivos realizados em meio à pandemia do novo . A vitória valeu o cinturão interino do peso leve.

Com uma atuação quase perfeita, depois de castigar Ferguson nos assaltos anteriores com chutes agressivos e golpes no rosto, Gaethje nocauteou o oponente aos 3min39s do quinto round para conquistar seu quarto triunfo seguido e encerrar a invencibilidade do rival, que não perdia desde 2012.

Após a luta, Gaethje reforçou o desejo de esperar pela chance de unificar os cinturões em luta com Khabib Nurmagomedov, que, no momento, não pode deixar a Rússia devido à pandemia do coronavírus. “Não há outro desafio, eu quero enfrentá-lo”, reiterou o lutador, que não pôde comemorar com a torcida, uma vez que o evento foi realizado com portões fechados como medida de prevenção à .

O segundo combate mais aguardado reservou surpresas. O norte-americano Henry Cejudo superou o compatriota Dominick Cruz por nocaute técnico aos 4min58s do segundo round, depois de acertar uma joelhada em cheio. Ele manteve o cinturão do peso galo e, após a vitória, fez um anúncio inesperado: decidiu se aposentar, aos 33 anos.

“Defendi meus cinturões peso-mosca e peso-galo e ainda sou campeão olímpico. Quero fazer um anúncio: tio Dana, UFC, obrigado por tudo, estou muito feliz com a minha carreira, tenho 33 anos, treino desde os 11 e quero curtir a vida e minha família. Estou me aposentando”, declarou Cejudo.

Pelos pesados, o camaronês Francis Ngannou precisou de 20 segundos para nocautear o surinamenho Jairzinho Rozenstruik e dar fim à invencibilidade do oponente, que tem esse nome em homenagem ao Jairzinho “Furacão”, da de 1970. O camaronês está próximo de conseguir uma chance de lutar pelo cinturão da categoria.

BRASILEIROS – Sem Ronaldo Jacaré, que testou positivo para o coronavírus na noite da última sexta-feira, o UFC 249 contou com dois brasileiros: Fabrício Werdum, que voltou ao octógono após dois anos afastado das lutas por conta de uma suspensão por doping, e Vicente Luque. Ambos lutaram pelo card preliminar.

Pelo peso pesado, Werdum não teve o retorno que esperava. O período ausente dos combates parece ter pesado contra o veterano de 42 anos, especialmente em sua performance no primeiro round. O brasileiro tentou se recuperar, equilibrou as ações, foi superior no segundo assalto, mas acabou perdendo para o russo Alexey Oleynik por decisão dividida (29-28, 28-29 e 29-28).

Já Luque teve uma noite feliz. Pelo peso meio-médio, o brasileiro superou o norte-americano Niko Price por nocaute técnico (interrupção médica) aos 3min37s do terceiro round. O confronto foi muito movimentado, com golpes duros dos dois lados, e acabou decidido depois que o rosto de Price ficou estraçalhado pelos em razão dos socos que levou e que deixaram seu olho fechado.

Os ferimentos no rosto de Price obrigaram o árbitro central a parar a luta. Com o olho direito inteiramente fechado, o medico não permitiu que o norte-americano retornasse e Luque foi declarado vencedor, recuperando-se do revés diante de Stephen Thompson, em novembro do ano passado.