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Irã é primeiro país a proibir Pokémon Go

Governo alega que produtores não pediram autorização

Norberto Liberator Publicado em 09/08/2016, às 14h32

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Governo alega que produtores não pediram autorização

O Irã se tornou o primeiro país a proibir o jogo ‘Pokémon Go’. A terra dos aiatolás baniu o game febre mundial durante o último fim de semana, alegando motivos de segurança, pelo fato de os responsáveis pelo jogo não pedirem autorização do governo.

Citado pelo jornal britânico The Guardian, o chefe do Conselho Supremo de Espaço Virtual do Irã, Abolhasan Firouzabadi, disse à agência estatal iraniana Isna que “qualquer jogo que queira operar nacionalmente no Irã precisa obter permissão do ministro da Cultura e Orientação Islâmica, e ‘Pokémon Go’ não requeriu a permissão até agora”.

Abdolsamad Khorramabadi, oficial-chefe de Justiça do Irã (cargo semelhante a presidente do Supremo), disse na semana passada que o sistema de realidade aumentada de ‘Pokémon Go’ representaria um “dilema de segurança” e que o serviço de inteligência local aprovou a proibição.

“Há muitos problemas com o jogo e a segurança, o que cria problemas para o país e nosso povo”, disse Khorramabadi à agência de notícias iraniana Tasnim. Com a proibição, o governo terá dificuldades em pôr a lei em prática, já que banimentos de apps não costumam ter grande efeito no país.

O Irã possui um filtro rígido na internet, o que não impede, de acordo com a reportagem do Guardian, que milhões de pessoas burlem os sistemas do governo e acessem aplicativos ou sites proibidos. A população usa softwares anti-filtro, para driblar as restrições estatais. Um exemplo é o Telegram, censurado, mas usado por um em cada quatro iranianos.

Jornal Midiamax