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Tite e Marcelo Oliveira foram cogitados para Seleção

Revelação foi feita por Gilmar Rinaldi, da CBF

Midiamax Publicado em 11/08/2015, às 00h37

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Revelação foi feita por Gilmar Rinaldi, da CBF

O coordenador da Seleções da CBF, Gilmar Rinaldi, revelou em entrevista ao programa “Bola da Vez” os bastidores da escolha do substituto do técnico Luiz Felipe Scolari após a perda da Copa do Mundo do ano passado. De acordo com o dirigente, uma lista com cinco nomes foi entregue ao antigo presidente da entidade José Maria Marin (preso na Suíça). Além de Dunga, Muricy Ramalho, Marcelo Oliveira, Tite e Abel Braga eram os profissionais pensados para o cargo.

– A decisão foi tomada em conjunto na casa do Marin. Cheguei com uma lista de cinco nomes: Tite, Marcelo Oliveira, Dunga, Muricy Ramalho e Abel Braga. Achamos que, naquele momento, para aquele momento, o melhor era o Dunga. A decisão tinha que ser rápida. Pode até se questionar o nome (escolhido), mas tinha que ser rápida. Futebol tem que ser rápido. Viemos de uma derrota terrível, que ficou pra história, e alguma coisa tinha que ser feita – afirmou.

Gilmar aproveitou também para ressaltar a evolução de Dunga entre a primeira passagem e a atual como comandante da Seleção Brasileira . Na visão do coordenador, o atual treinador do Brasil é bastante elogiado por quem acompanha seus treinamentos de perto.

– Quando veem os treinamentos dele, os ex-jogadores sempre me chamam e perguntam onde ele foi buscar tanta variedade. Ele não faz auto-propaganda, mas esteve com os maiores treinadores do mundo nesse período, estudando, se aperfeiçoando… O conceito dele é atual, ele está em dia – disse.

Mesmo após o fracasso na campanha da Copa América , Gilmar fez questão de defender o trabalho realizado por Dunga e descartou qualquer interesse em contar com um técnico estrangeiro no futuro.

– As pessoas podem gostar, não gostar, mas ele (Dunga) é o treinador da Seleção. Todo dia falam: ‘Ah, mas e um treinador estrangeiro…’. Querem derrubar nosso treinador? Assumam! O treinador é ele, está escolhido, não é momento de falar em treinador estrangeiro. Nós temos treinador, respeitem o cargo ocupado. O dia que não tiver (treinador), a gente fala. Vamos respeitar o cargo do cara – disse Gilmar, que confirmou que não voltará a atuar como agente no futuro.

– Não volto a ser agente. No Brasil, parece que é feio ganhar dinheiro com futebol, você tem que fazer as coisas escondido – finalizou.

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