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Santos deve conta de água e luz e oferece acordo para não ficar no escuro

As dívidas herdadas quase deixaram o Santos no escuro na semana passada

Clayton Neves Publicado em 14/01/2015, às 17h38

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As dívidas herdadas quase deixaram o Santos no escuro na semana passada

As dívidas herdadas da gestão de Odílio Rodrigues quase deixaram o Santos no escuro na semana passada. Isso porque a empresa de energia elétrica foi ao CT Rei Pelé “cortar a luz” por falta de pagamento. O UOL Esporte apurou que o valor de uma das contas atrasadas de luz chega a R$ 130 mil, enquanto o valor da conta de água é de R$ 180 mil. O clube precisou fazer uma proposta de parcelamento para pagar a dívida.  

Outro motivo que preocupa o presidente Modesto Roma e companhia é o plano de saúde dos atletas. Isso porque a ex-diretoria não pagou o convênio médico dos jogadores nos últimos três meses de mandato. Nesta terça-feira, os dirigentes santistas quitaram dois meses de salários atrasados – outubro e novembro. No entanto, o clube ainda deve dezembro, 13º, férias e fundo de garantia.

Integrantes da nova cúpula alvinegra estão revoltados com a antiga diretoria. Nesta semana, eles descobriram que os ex-dirigentes priorizaram pagar grande parte de avais bancários e deixaram o clube em segundo plano.

O valor da dívida paga com os bancos chega a mais de R$ 10 milhões. A nova diretoria alega que o montante poderia ter sido usado para quitar quase dois meses da folga salarial dos atletas.

Os credores batem na porta do Santos todos os dias. OUOL Esporte já havia revelado no início do ano que o clube deve até a uma floricultura da cidade.

A dívida com a floricultura ainda não foi paga e chega a quase R$ 2 mil. O clube tinha um acordo com a empresa para comprar coroas e flores para homenagens prestadas, mas não pagou as últimas compras efetuadas.

Se não bastasse, os telefones dos funcionários continuam cortados por falta de pagamento. Eles só podem receber ligações. A antiga diretoria deixou uma dívida de R$ 12 mil com uma operadora de celular.

O presidente Modesto Roma e companhia precisam pagar a dívida para que os funcionários voltem a fazer ligações.

A falta de dinheiro também voltou a afetar os funcionários do clube, que não receberam o ordenado de dezembro, o 13º salário e férias.

O clube corre o risco de perder jogadores a cada dia devido ao atraso salarial. Aranha, Arouca e Eugenio Mena já entraram na Justiça contra o clube cobrando os atrasados. O trio espera conseguir a rescisão contratual para atuar em outros clubes.

O UOL Esporte tentou entrar em contato com o ex-presidente Odílio Rodrigues e o ex-vice Luiz Cláudio para falar sobre o assunto, mas não obteve sucesso.

Jornal Midiamax