Esportes

Joia do tênis estreia no Pan para 8 torcedores

Além da pouca torcida, Orlandinho jogou na quadra número 5, única sem arquibancada

Gerciane Alves Publicado em 10/07/2015, às 19h10

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Além da pouca torcida, Orlandinho jogou na quadra número 5, única sem arquibancada

Apontado como uma grande esperança do Brasil no tênis nos próximos anos, o gaúcho Orlando Luz teve uma estreia arrasadora, porém nada glamurosa nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015. O jovem tenista de apenas 17 anos passou em pouco mais de uma hora pelo hondurenho Alejandro Obando por 2 sets a 0, com um duplo 6/1, para um público de apenas oito pessoas na quadra cinco do Canada Tennis Court, localizado da Universidade de York, a cerca de uma hora do centro de Toronto.

Se contarmos que quatro dos oito torcedores de Orlandinho, como é apelidado, eram as companheiras de equipe Bia Haddad e Paula Gonçalves, além da técnica Carla Tiene e o chefe de equipe Paulo Moriguti, sobram outros quatro torcedores. Todos ligados à delegação do COB (Comitê Olímpico Brasileiro): dois médicos e a nutricionista da delegação que fica alojada em York, além do judoca Tiago Camilo, que está treinando com a equipe de judô na universidade e aproveitou para dar uma escapada nos treinamentos.

“Meu irmão é jogador profissional de tênis, então gosto muito do esporte. Quando eu soube que a estreia ia ser hoje, conversei com o pessoal do COB e eles me arranjaram ingresso para vir ver os jogos dos meninos aqui”, afirmou Camilo, que assim como os jornalistas que acompanhavam a partida sofreu com o sol escaldante que fez durante a manhã desta sexta-feira. Além da pouca torcida, Orlandinho jogou na quadra número 5, única sem arquibancada.

A promesssa brasileira reconheceu que o cenário causou estranheza. “Realmente é diferente. Nos últimos jogos que eu fiz em Milão, Banana Bowl, Copa Gerdau no Brasil, até em Roland Garros, que é longe para caramba, tinha muita torcida para mim. Eu prefiro jogar com torcida, pessoal junto. Sempre incetiva mais. Hoje não tinha muita gente. Também o lugar é longe, eu espero que possa jogar nessa quadra central que é onde acontece o ATP 1000. Faz uma grande diferença, o público às vezes te levanta de uma forma que faz você crescer e é um incentivo a mais”.

Jornal Midiamax