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Esportes

Ginasta vítima de ato racista desabafa após blindagem da CBG

Ângelo Assumpção falou abertamente sobre o caso e disse que ainda luta contra as cicatrizes
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Ângelo Assumpção falou abertamente sobre o caso e disse que ainda luta contra as cicatrizes

Mais de dois meses depois de ser alvo de ato racista de seus companheiros de seleção , o ginasta Ângelo Assumpção falou abertamente sobre o caso e disse que ainda luta contra as cicatrizes. Em entrevista ao jornal O Globo, o atleta contou que sua relação com um dos envolvidos, Arthur Nory, ficou abalada e que a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) controlou sua reação logo após o ocorrido.

“Era uma situação que eu não estava acostumado a lidar. Poderia dizer alguma coisa de momento. Então, preferiram me blindar. Eles (a CBG) não queriam que eu falasse”, contou o ginasta, que na época se pronunciou apenas por entrevistas por e-mail que, segundo o jornal, passavam pelas mãos de profissionais da confederação. A entidade não se pronunciou sobre as novas declarações de Ângelo.

Na época, a CBG aplicou uma suspensão de 30 dias nos três ginastas envolvidos: Fellipe Arakawa, Henrique Flores e Arthur Nory. Em imagens compartilhadas pelo Snapchat, os seguintes comentários eram feitos na frente de Ângelo: “se o celular funciona é branco. Se estraga, é de que cor? O saquinho do supermercado é branco. E do lixo é preto”. Em novo vídeo, o trio disse que se tratava de uma brincadeira e pediu desculpas pelo episódio.

Apesar de ter participado do vídeo com pedidos de desculpas, Ângelo Assumpção disse que sua relação com Arthur Nory, de quem era bastante próximo, foi seriamente afetada. Eles ainda treinam juntos, mas a amizade ficou comprometida.

“O relacionamento com os atletas ainda está mexido. Principalmente, com quem causou tudo isso, que foi o Arthur Nory. Ele era meu amigo há mais de 10 anos, sempre soube que não poderia ter me exposto daquela maneira. O vídeo que ele (Arthur) fez foi a gota d’água. Depois, ainda achou tudo normal. Não aceitei por completo a desculpa dele. O convívio continua, somos companheiros de clube e de seleção, mas a amizade não é a mesma”, desabafou.

“Com Fellipe e Henrique, não fiquei tão magoado. Nos conhecemos há cinco anos e sei que foi um caso isolado. Mas com o Arthur, eu sei que não foi bem assim. Ele sempre passou dos limites, me pedia desculpas, mas nunca mostrou uma mudança de atitude. Sempre voltou a fazer as mesmas brincadeiras”, completou, segundo o jornal.

Apesar de toda a mágoa, Ângelo Assumpção preferiu não abrir processo contra os envolvidos na Justiça Comum. Recuperando-se de dores na perna, o ginasta tenta deixar de lado toda a polêmica para disputar o Mundial em outubro.

 

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