Esportes

EUA goleiam em partida histórica e são as primeiras tricampeãs mundiais de futebol

Com 4 a 0 no placar, as japonesas não se intimidaram

Diego Alves Publicado em 06/07/2015, às 02h54

None
479593746.jpg

Com 4 a 0 no placar, as japonesas não se intimidaram

A seleção do Japão foi grande destaque em todo o Mundial pela defesa sólida e pelas vitórias pragmáticas, todas por um gol de diferença. Mas tudo isso resistiu apenas durante três minutos na decisão contra as norte-americanas, que também tiveram uma campanha marcada por defesa forte e ataque eficiente na medida certa.

O caminho para vencer a sólida barreira japonesa acabou sendo o mais impensável. Justamente contra uma das defesas mais baixas da Copa, o time dos EUA investiu em cruzamentos rasteiros. Chegou, assim, a dois gols com Carli Lloyd, grande destaque e nome do jogo. Tudo isso com cinco minutos de jogo.

Aos 14 minutos, foi a vez de Holiday fazer o terceiro gol das americanas. Com as japonesas visivelmente atordoadas, a seleção dos EUA aproveitava para fazer história. Lloyd, em um dia fantástico de inspiração, roubou uma bola no meio-campo e arriscou dali mesmo, aproveitando a posição adiantada da goleira adversária. Um golaço, pintura de gênio, o “gol que Pelé não fez”.

Com 4 a 0 no placar, as japonesas não se intimidaram. Não se jogaram no chão. Não tiveram uma treinadora atordoada que não sabia o que fazer. Pelo contrário. O Japão deixou o time mais ofensivo e partiu para cima na esperança de empatar o jogo. Colocou em campo a jogadora Sawa, maior nome da conquista de 2011.

O time do Japão diminuiu aos 27 minutos do primeiro tempo com o Ogimi, mas não teve forças para fazer mais gols antes do intervalo. No segundo tempo, a americana Julie Johnston acabou marcando contra, dando mais esperanças ao time asiático. 4 a 2. Mas o sonho durou apenas dois minutos, até Heath aproveitasse uma jogada na área para fazer o quinto gol.

Com esse resultado, além de se tornar a primeira tricampeã mundial feminina de futebol, a seleção dos EUA também igualou o placar da maior vitória de uma final de Copa do Mundo da Fifa, os 5 a 2 do Brasil sobre a Suécia em 1958, quando o mundo conheceu o menino Pelé, de apenas 17 anos.

Jornal Midiamax