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Atleta do River tem inflamação no cérebro após ser alvo de composto químico

Driussi apresentou inflamação no cérebro dias depois do incidente

Isaias Domingues Publicado em 16/05/2015, às 20h44

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Driussi apresentou inflamação no cérebro dias depois do incidente

O atacante Sebástian Driussi, do River Plate, teve diagnosticada encefalite, que é inflamação no cérebro. O atleta de 19 anos foi atingido por composto químico atirado por pessoa ainda não identificada no intervalo do clássico contra o Boca Juniors. Uma das causas da encefalite é a exposição a produtos tóxicos.

De acordo com o diário argentino Olé, diferentemente do que se falava, o material lançado no túnel não era gás de pimenta.

O líquido jogado é chamado de “mostacero”, muito mais perigoso em relação ao gás de pimenta, pois contém ácido, que pode causar graves danos à saúde.

Os sintomas em Driussi apareceram dias depois do incidente ocorrido na Bombonera. Ele se ausentou dos treinos do time.

Driussi começou sentir dores crônicas na cabeça e foi levado ao hospital. Os medicamentos não surtiram efeito. O atacante também apresentou problemas gastrointestinais. Driussi é uma das promessas do futebol argentino. Ele foi chamado para disputar o Mundial Sub-20, que acontecerá na Nova Zelândia.

Suspeito de atirar artefato é ligado à organizada do Boca

A polícia argentina afirma estar próxima de identificar o responsável por lançar composto químico nos jogadores do River Plate durante clássico na Bombonera. O suspeito, segundo o diário Olé, tem o apelido de Panadero e pertence à torcida organizada La Doce, do Boca Juniors.

Conforme perícia feita no estádio após o incidente que culminou na suspensão do clássico, o composto químico foi atirado da arquibancada para o campo, e não do campo para o túnel, como defendia a diretoria do Boca Juniors.

A substância líquida, que mistura ácido e pimenta, causou ferimentos nos olhos e na pele dos jogadores do River. Os exames toxicológicos revelaram que não se tratava de gás de pimenta, mas sim um composto líquido de fabricação caseira e de estrago maior.

O jornal Olé informa que a torcida La Doce participou na identificação do suposto autor. Panadero teria planejado o ataque por razões políticas com a diretoria do Boca Juniors.

Ele pertence a uma ala opositora à atual administração do clube. Segundo a publicação, a Justiça argentina ainda não tem elementos substanciais para ligar Panadero ao atentado. Panadero teria atirado o líquido na grade que separa o campo da arquibancada.

O ataque aconteceu na volta do time do River ao campo, quando o placar apontava 0 a 0. O jogo foi suspenso. A Conmebol deu prazo até as 15h deste sábado ao Boca para apresentar a defesa. O time corre o risco de ser eliminado da Libertadores.

Jornal Midiamax