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Arena de tênis da Rio-2016 atrasa e fica R$ 26 milhões mais cara após aditivos

 Por meses, obra esteve entre os projetos mais adiantados em execução para a Rio-2016

Clayton Neves Publicado em 02/07/2015, às 12h29

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 Por meses, obra esteve entre os projetos mais adiantados em execução para a Rio-2016

A obra do Centro de Tênis da Olimpíada de 2016 começou como um exemplo a ser seguido. Foi a primeira do Parque Olímpico do Rio de Janeiro a ser iniciada, em outubro de 2013. Por meses, esteve entre os projetos mais adiantados em execução para a Rio-2016. Do fim de 2014 para cá, entretanto, a situação mudou.

A obra não avançou como deveria nos primeiros meses de 2015. Em abril, chegou a ser parcialmente interditada por fiscais do Ministério do Trabalho por falta de segurança para operários. Além disso, seu custo aumentou mais de R$ 26,2 milhões devido a aditivos ao contrato assinado entre a prefeitura carioca e o Consórcio Ibeg/Tangram/Damiani.

O grupo de empresas comprometeu-se em licitação pública a construir a arena de tênis e as quadras auxiliares por R$ 175,4 milhões. Em fevereiro, contudo, teve o acordo firmado com a Riourbe (Empresa Municipal de Urbanização) aditivado em R$ 15,4 milhões devido mudanças no método da execução da obra. O Centro Olímpico de Tênis, então, passou a custar R$ 190,8 milhões.

Na semana passada, um outro aditivo ao contrato da obra foi acordado entre empresas e prefeitura, desta vez de R$ 10,8 milhões. A alteração no contrato ainda não foi assinada, apesar de já ter sido autorizada. Assim que for firmada, elevará o custo do Centro de Tênis para R$ 201,6 milhões.

Isso sem contar um reajuste concedido no fim do mês de maio por causa da inflação. A correção monetária garantida em contrato aumentou mais R$ 10,5 milhões o custo do projeto.

Levando ela em consideração, em cinco meses, o custo do Centro de Tênis da Olimpíada passou de R$ 175,4 milhões para R$ 212,1 milhões –alta de 21%. Vale lembrar que, em 2008, quando o Rio apresentou sua candidatura à sede dos Jogos de 2016, estimou-se que a construção do espaço custaria R$ 125,6 milhões (valores da época).

Atrasos na execução

Em dezembro do ano passado, o TCU (Tribunal de Contas da União) fiscalizou o andamento da construção do Centro de Tênis da Rio-2016. Informou em relatório divulgado em abril que a situação da obra era “crítica”. Ela estava 48,8% concluída no final de 2014. De acordo com seu cronograma, deveria estar 61,9% pronta –atraso de cerca de seis semanas.

Na época da divulgação do relatório do TCU, o prefeito Eduardo Paes ironizou as conclusões do órgão. Informou que a única coisa atrasada na preparação para a Olimpíada era o próprio relatório do TCU, o qual apontava questões já superadas.

Acontece que, no mesmo dia em que Paes negou os atrasos no Centro de Tênis, fiscais do Ministério do Trabalho interditaram parcialmente a obra por “risco grave e iminente à integridade física dos trabalhadores”. A interdição durou dez dias. Segundo a prefeitura, porém, não comprometeu o prazo de entrega do projeto.

De acordo com o cronograma, a conclusão da obra do Centro de Tênis tem que ocorrer até o final de setembro. Em dezembro, o espaço receberá um evento-teste para a Olimpíada.

Jornal Midiamax