Cotidiano / Emprego & Concurso

Governo gastou R$ 59 mil com digitação de provas do concurso suspenso por irregularidade

Depois de o governador André Puccinelli (PMDB) suspender a aplicação das provas do concurso para agentes tributários e fiscais de renda da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz-MS), a Secretaria de Estado de Administração (SAD) divulgou nesta quarta-feira (19) em Diário Oficial que já gastou R$ 59.200,00 com a digitação das […]

Arquivo Publicado em 19/02/2014, às 11h49

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Depois de o governador André Puccinelli (PMDB) suspender a aplicação das provas do concurso para agentes tributários e fiscais de renda da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz-MS), a Secretaria de Estado de Administração (SAD) divulgou nesta quarta-feira (19) em Diário Oficial que já gastou R$ 59.200,00 com a digitação das provas.

O processo n° 13/000.068/2014 foi confirmado com inexigibilidade de licitação, e pagou o valor a Maria Emília Borges Daniel e Outros para contratação de serviços técnicos de elaboração, revisão, formatação e digitação de questões conforme áreas estabelecidas no edital e análise e resposta aos recursos impetrados às provas escritas de conhecimento do concurso que seria realizado no dia 23 de fevereiro.

Assina pela contratação Thie Higuchi Viegas dos Santos. A contratada, segundo currículo Lattes cadastrado no CNPQ, é graduada em Letras – Português/Inglês pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso (1976), mestra em Linguística Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (1995) e doutora em Linguística pela Universidade de São Paulo (2001).

A realização da prova foi suspensa ontem (18), minutos depois da divulgação de reportagem do Midiamax revelando que o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Leonardo Avelino Duarte, tinha uma prima inscrita no concurso. Ele era um dos elaboradores da prova.

“Este fato novo é insuperável. Por isso determinei a suspensão das provas”, afirmou o governador na nota divulgada. Por enquanto, o governo não sabe dizer se a Sefaz e a SAD  ainda vão elaborar as provas ou se uma empresa de fora será contratada para o concurso, como cobram candidatos de todo o Brasil inscritos no processo seletivo.

Jornal Midiamax