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Economia

Comércio de Campo Grande tem a pior geração de emprego em 2 anos com aumento das vendas on-line

Ano foi marcado por instabilidade entre empresários, que pisaram no freio dos investimentos
Priscilla Peres -
Comércio do Centro de Campo Grande (Foto: Alicce Rodrigues, Jornal Midiamax)

O comércio de Campo Grande desacelerou na contratação de empregos em 2023, terminando o ano com saldo de 2.055 empregos. O resultado é 52% menor que o saldo de 2021 e 44% abaixo do total de 2022, segundo os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). A falta de investimentos no setor e crescimento das vendas on-line ajudam a explicar o cenário.

Em Mato Grosso do Sul, o cenário não é diferente. O comércio teve saldo de 5.521 empregos em 2023, resultado que é 32% menor que o saldo de 8,1 mil empregos registrados em 2022. Quem é da área, afirma que 2023 foi um ano marcado pela insegurança do empresário, estabilização pós-pandemia e impacto das vendas on-line.

Economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio MS, Regiane Dedé de Oliveira afirma que, em 2023, o empresário de MS teve bastante cautela. O cenário ficou claro com meses de redução no índice de confiança do empresário – o que acaba refletindo nas contratações. Apesar disso, em apenas dois meses houve resultado negativo na geração de empregos do setor.

O presidente da CDL/CG (Câmara de Dirigentes Lojistas), Adelaido Vila, concorda com a Fecomércio e ainda cita outros fatores. “Aliado insegurança, tivemos alta taxa de juros, ausência de crédito facilitado, e tudo isso impacta no investimento para criação de novas vagas de trabalho”, conta.

A ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) destaca ainda que a população tem cada vez mais o seu poder de compra reduzido, o que leva à queda de consumo de produtos que não são essenciais. Com empresas vendendo menos, o faturamento cai e, consequentemente, muitas reduzem suas operações e o seu quadro de colaboradores.

Avanço das vendas on-line preocupa empresários

O vice-presidente da ACICG, Omar Aukar, afirma que o varejo tradicional tem sido afetado nos últimos anos pelas compras on-line de grandes empresas nacionais e chinesas, o que diminui as vendas locais.

“Sabemos que o comércio eletrônico proporciona às empresas a oportunidade de expandir seus negócios, mas nem todas as empresas se adequaram a essa realidade”.

Dados da Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) mostram que o faturamento das vendas on-line cresceram exponencialmente desde 2018. Na época, o faturamento do setor era de R$ 69 bilhões, chegando a R$ 185 bilhões em 2023.

Em 2018, eram 64 milhões de compradores que realizaram 160 milhões de pedidos. Já no ano passado, 87,8 milhões de pessoas compraram da internet o total de 395 milhões de pedidos. As mulheres são as que mais compram na internet, com idade entre 35 e 44 anos.

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