Cotidiano / Economia

Pressionado pela alta dos combustíveis, índice de preços de março sobe 0,96% em Campo Grande

Em segundo lugar, ficou Vestuário, com alta de 0,95% e impacto de 0,04%

Fábio Oruê Publicado em 09/04/2021, às 15h12

Preço da gasolina foi um dos responsáveis pelo aumento
Preço da gasolina foi um dos responsáveis pelo aumento - (Foto: Marcos Ermínio/ Jornal Midiamax)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em Campo Grande foi de 0,92%, em fevereiro, para 0,96% em março, um aumento de 0,04 ponto percentual. No ano, o índice acumula alta de 2,43% e, em 12 meses, de 8,24%, acima dos 7,81% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

No Brasil, o IPCA foi de 0,93% em março e no ano, acumula uma alta de 2,05% e, em 12 meses, 6,10%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados na Capital, sete tiveram alta em março. Os Transportes tiveram a maior variação (4,47%), após já terem registrado alta de 2,85% em fevereiro, e o maior impacto (0,96 p.p.) no índice do mês.

Em segundo lugar, ficou Vestuário, com alta de 0,95% e impacto de 0,04%. O grupo Habitação vem em seguida com alta de 0,66% e impacto de 0,09 p.p. O grupo Alimentação e bebidas (0,13%), por sua vez, segue desacelerando e registrou queda de 0,96% e contribuiu com -0,21 p.p. no índice de março.

Outro destaque no lado das quedas foi o grupo Educação, que registrou -0,62% após a alta de 3,74% observada no mês anterior. Os demais grupos ficaram entre as altas de 0,17% em Artigos de residência e 0,35% de Saúde e cuidados pessoais. Já o grupo Alimentação e bebidas (-0,96%) segue em desaceleração desde novembro (com variações de 1,82%, 2,74%, 2,70%, 0,63% e -0,33% em novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, respectivamente).

A alimentação no domicílio apresentou queda de 1,26%, influenciada principalmente pelo recuo nos preços do tomate (-25,50%), da batata-inglesa (-18,66%), do arroz (-4,5%) e do óleo de soja (-2,07%). Por outro lado, os ovos de galinha (7,02%) seguem em alta. Já o subgrupo alimentação fora do domicílio teve uma queda menor (-0,04%). Contribuíram para isso especialmente as quedas do lanche (-1,79%) e da cerveja (-0,98%) e a alta de refeição (0,69%).

Combustíveis

O grupo Transportes teve aumento de 4,47%, o 10o aumento seguido depois da queda de maio de 2020. Os reajustes dos combustíveis trouxeram os números do grupo para valores bem acima da média. O etanol registrou aumento de 17,58% e a gasolina 11,5%, as maiores altas do grupo. Esta, que já havia subido 6,4% em fevereiro de 2021, acumulou aumento de 21,51% no ano e 26,26% em 12 meses.

Considerando o papel da gasolina no consumo do país, as posições na influência gerada no índice se invertem e a gasolina eleva os números em 0,89p.p., enquanto o etanol, em 0,045p.p. Completando o trio de combustíveis, Óleo diesel (5,41%) foi o 3o subitem que mais subiu (7,27%), gerando impacto de 0,020p.p.

Na outra ponta está o subitem transporte por aplicativo (-3,49%), com impacto de -0,007p.p. Ficando o maior impacto negativo para o subitem automóvel novo (-1,25%) e impacto de -0,032p.p.

Habitação e saúde

Habitação foi o terceiro grupo que mais gerou impacto, que em fevereiro recuou para 0,54% em março teve leve aumento, 0,66%. Os maiores impactos vieram dos subitens mudança (7,94%), gás de botijão (4,25%) e detergente (1,14%). A alta nesse grupo se deve, principalmente, ao gás de botijão que acumula alta de 20,34% nos últimos 12 meses, e 13,08% no acumulado do ano. Os subitens que apresentaram maior queda foram amaciante e alvejante, com -4,28%, o cimento, com -3,20% e o sabão em barra -2,85%.

Em Saúde e cuidados pessoais (0,35%), o destaque ficou com o item produtos farmacêuticos (2,11%), em seguida vieram o plano de saúde (0,73%) e os serviços laboratoriais e hospitalares (0,56%). Amenizando o aumento de 1,67% obtido em fevereiro, o grupo dos Artigos de residência apresentou, para março, alta de 0,17% na capital sul-mato-grossense, influenciando o índice em 0,007p.p. para cima.

A maior alta foi registrada no subitem computador pessoal (2,77%), porém, a maior influência positiva no índice veio do subitem televisor (1,6%), que o influenciou em 0,008p.p. As maiores quedas foram registradas pelos subitens fogão (-2,83%) e ar-condicionado (-3,08%), tendo influenciado, respectivamente, em -0,005p.p. cada.

O grupo de vestuário teve aumento de 0,95%, gerando impacto de 0,044p.p. no índice. O subitem calça comprida infantil apresentou maior aumento do grupo (3,97%), porém, o maior impacto vem do subitem blusa (0,008p.p.) no índice. Na outra ponta, a maior queda foi a do subitem bermuda/short infantil (-1,17%), ficando o maior impacto negativo com o subitem Tênis (-0,84% e -0,003p.p.).

O grupo Educação (-0,62%) recuou, após subir 3,74% em fevereiro. Se, por um lado, os cursos diversos tiveram alta de 0,28%, por outro, os preços dos cursos regulares caíram 1,07%, influenciados especialmente pelo resultado do ensino superior (-3,26%).

Jornal Midiamax