Cotidiano / Economia

Para comerciantes de Campo Grande, ‘fecha tudo’ não resolve e deixará prejuízo

Vivendo a semana de portas fechadas em Campo Grande, comerciantes de serviços ou produtos considerados não essenciais temem pelos prejuízos que a medida pode causar em seus estabelecimentos. A semana de ‘fecha tudo’ foi determinada pela prefeitura de Campo Grande como alternativa ao lockdown para frear o índice de contaminação pelo coronavírus na cidade. Para […]

Gabriel Maymone Publicado em 23/03/2021, às 13h18

Comércio se prepara para semana 'fecha tudo' em Campo Grande. (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)
Comércio se prepara para semana 'fecha tudo' em Campo Grande. (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax) - Comércio se prepara para semana 'fecha tudo' em Campo Grande. (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Vivendo a semana de portas fechadas em Campo Grande, comerciantes de serviços ou produtos considerados não essenciais temem pelos prejuízos que a medida pode causar em seus estabelecimentos. A semana de ‘fecha tudo’ foi determinada pela prefeitura de Campo Grande como alternativa ao lockdown para frear o índice de contaminação pelo coronavírus na cidade.

Para Maria Luiza Fernandez e Matheus Fernandes Vieira, donos de um salão de beleza no Aero Rancho, a medida não vai ter benefícios. “Fechar o comércio não evita que as pessoas saiam de casa e os jovens continuam se reunindo em festas clandestinas”.

Os proprietários contam que já estão sentindo os efeitos da pandemia, pois perderam muitos clientes idosos que não podem sair de casa. “Única saída é fazendo empréstimo”, declaram.

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Maria e Matheus acreditam que pessoas continuarão se aglomerando. (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Já na Moreninhas, o empresário Moacir Dall Agnol, que tem loja de cosméticos, critica a medida. “A única coisa que vai é prejudicar minha conta”, ponderou.

Para Neusa Soares, que tem loja de roupas, a semana ‘fecha tudo’ não vai mudar o hábito das pessoas. “As pessoas vão continuar se reunindo, aglomerando, independente do comércio estar fechado”, observou.

Conforme a comerciante, a situação do comércio já está difícil e pode ficar ainda mais delicada. “Vai causar um rombo no meu cofre. Já está difícil pagar as contas, com movimento abaixo do normal. Ficar 5 dias fechado é complicado, tem funcionários que dependem desse salário para viver. Esse tipo de medida pode gerar demissões. Não pretendo [demitir], mas pode acontecer”, pontuou.

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Neusa também acredita que medida só trará prejuízos ao comércio. (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Meio termo

Sócio de uma loja de manutenção de celular no Santa Emília, Marcos Pereira de Souza acredita que a medida pode ajudar no combate ao coronavírus, mas teme pelas consequências ao seu comércio. “Vai prejudicar meu comércio. É pequeno e a perda é muito grande. Não pensei em uma forma de me preparar. O jeito é obedecer e depois ver como faz para recuperar [o prejuízo]”, disse.

Por outro lado, o empresário Rafael Canepa Chaves Barbosa, dono de uma loja de variedades, disse que a medida é boa, pois não se trata de lockdown, mas sim de antecipação de feriados. “Vai ajudar ainda mais nesse momento de colapso da pandemia, qualquer coisa pode ajudar”, declarou.

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Rafael afirma estar preparado e acredita que medida ajudará a frear avanço da doença. (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Ainda conforme o empresário, com o agravamento da situação, ele já estava preparando e deve lançar sua loja online.

Jornal Midiamax