Cotidiano / Economia

Se vira nos 30: confira guia para sobreviver com R$ 150 do novo Auxílio Emergencial

Associação Brasileira de Educadores Financeiros listou algumas orientações

Ranziel Oliveira Publicado em 10/04/2021, às 08h24

Fila na Caixa Econômica Federal para saque do auxílio
Fila na Caixa Econômica Federal para saque do auxílio - (Foto: Leonardo de França / Jornal Midiamax)

Com a redução no valor do Auxílio Emergencial, escolher qual dívida quitar ou onde investir o dinheiro se tornou uma escolha crucial para o futuro financeiro do trabalhador brasileiro e em Mato Grosso do Sul não é diferente. Diante disso, a Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros) elaborou uma série de orientações para ajudar a sobrevier com esse dinheiro.  

O novo auxílio será distribuído para um grupo bem amplo de trabalhadores autônomos, informais e com renda intermitente inativos (que têm vínculo de trabalho, mas não estão trabalhando por falta de demanda).

O Governo Federal definiu que a menor parcela será de R$ 150, podendo chegar a R$ 375, e o valor médio será de R$ 250. Receberão o valor o público do Bolsa Família, os inscritos no Cadastro Único e os trabalhadores informais.

O que fazer com esse dinheiro?

É preciso saber utilizar o pouco recurso com inteligência. Não se pode gastar de forma aleatória, é preciso de foco e saber o que priorizar nesse momento. Muita gente gastou de forma errada no ano anterior.

Nada de desespero e de sair pagando dívidas e contas, é um momento excepcional e para isso as decisões não podem ser as mesmas que tomamos em outros períodos. Até mesmo deixar de pagar algumas contas pode ser a solução nesse momento.

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Aplicativo do Auxílio Emergencial (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil) 

"Muitas contas podem ser postergadas, como está acontecendo em relação de água e energia, outras devem ser repensadas e ainda tem as que devem ser renegociadas, como pode ocorrer no caso de aluguéis. Pontos como TV a Cabo, streaming, dentre outros devem ser eliminados, excessos também. Precisamos rever nossa vida totalmente, por mais que seja por apenas três meses. É preciso comprar apenas o estritamente necessário, nunca foi tão importante evitar desperdícios. Repensar costumes e vícios", explica o presidente da Abefin, Reinaldo Domingos.

Ele complementa que "o valor pode não parecer muito em um primeiro momento, mas se for o que se tem, vai ter que se adequar e viver com isso. Tenha a certeza de que com planejamento e organização, é possível se adequar. Uma importante orientação é que, por mais que possa parecer difícil, tudo vai passar".

Para quem está nessa situação é preciso pensar, em um primeiro momento, nas necessidades básicas em relação às despesas, viver numa operação de guerra. Pensando nisso, Domingos orientou em relação a algumas ações que podem ser tomadas.

Confira o guia para sobreviver com o auxílio emergencial:

  • É fundamental nesse momento reunir a família, abrir a realidade e pensar em ações conjuntas de redução;
  • Este é o momento de focar na alimentação básica sem luxos é supérfluo, opte pelos produtos básicos, com custos menores e esqueça marcas e outras questões que possam elevar o preço;
  • Caso tenha, é fundamental proteger a reserva financeira, é preciso ter dinheiro, ele vale muito mais meses momentos;
  • Avalie a possibilidade de postergar o pagamento de energia, água e gás, em muitos casos esses não serão cortados em função da crise;
  • Busque suspender pacotes TVs a cabo e reduzir também os pacotes de telefone e Internet é fundamental buscar por redução sem corte, mas lembrando que pode precisar de ferramentas para trabalho ou procura;
  • Não comprar roupas e acessórios qualquer nesse momento, valorize o que já se tem;
  • Buscar por atividades que não envolvam custos, ao estar em casa pode buscar principalmente a capacitação;
  • Nada de compras coisas que não sejam essenciais
  • Em casos de dívidas, analisar individualmente e, se possível, suspender o pagamento ou renegociar as prestações, nada de gastar o pouco de reserva financeira que possa ter;
  • Exercite o desapego, busque por produtos em casa que possa ser vendido e arrecadar algum dinheiro, mesmo que seja valor baixo, use ambientes de venda online;
  •  Busque pelo aprimoramento de sua atividade fim ou em um nova que esteja estudando atuar;
  •  Faça sua inscrição em planos de desempregados, ou rendas baixas, o governo está com situação de adesões emergenciais;
  •  Se tiver for informal ou tiver MEI ou pequena ou microempresa, buscar linhas apoio que o governo está oferecendo,
  •  Se tiver cartão de crédito e faturas que não tenha como saldar ou que vão comprometer seu caixa e sua reserva, o melhor a fazer é ligar para o credor e dizer "devo, mas não posso pagar agora";
  •  Caso necessite fazer empréstimos, evite a quaisquer custos linhas como cheque especial e cartão de crédito que possuem juros exorbitantes,
  •  Buscar por uma possibilidade de renda mesmo estando dentro de sua casa.
Jornal Midiamax