Cotidiano / Economia

Ministério da Agricultura adia retirada da vacinação contra a febre aftosa em MS

Expectativa era de que, a partir de 2021, rebanhos de Mato Grosso do Sul e outros 9 Estados não precisariam mais da imunização.

Humberto Marques Publicado em 17/07/2020, às 17h45 - Atualizado às 17h46

Estado trabalhava com a perspectiva de obter status de área livre de aftosa sem vacinação em 2021. (Foto: Arquivo)
Estado trabalhava com a perspectiva de obter status de área livre de aftosa sem vacinação em 2021. (Foto: Arquivo) - Estado trabalhava com a perspectiva de obter status de área livre de aftosa sem vacinação em 2021. (Foto: Arquivo)

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) adiou a retirada da obrigatoriedade da vacinação contra febre aftosa prevista para 2021. A medida foi tomada a contragosto das autoridades sanitárias de Mato Grosso do Sul, sob o argumento de que a pandemia de coronavírus (Covid-19) prejudicou o andamento das ações e medidas em execução nos Estados.

Mato Grosso do Sul trabalhava pelo reconhecimento como área livre de aftosa sem vacinação, o que poderia valorizar o produto em diferentes mercados. A informação foi repassada na quarta-feira (15) pelo diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Geraldo Moraes, em videoconferência com representantes dos Serviços Veterinários Oficiais e de iniciativa privada dos 10 Estados do Bloco IV do Pnefa (Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa 2017/2026).

Integram o Bloco IV Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal. O diretor-presidente da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Daniel Ingold, reforçou o posicionamento favorável do Estado à manutenção do calendário para retirada da vacina no segundo semestre de 2021.

“Mesmo com a situação da pandemia, nosso grupo gestor vinha mantendo o cronograma e avançando nas ações que levarão à mudança de status para ‘livre de aftosa sem vacinação’. A mudança é uma condição aguardada com grande expectativa pelos produtores que, parceiros, vem cumprindo com o que lhe é demandado”, afirmou Ingold, via assessoria.

O titular da Semagro (Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e presidente do comitê que avalia o status de área livre sem vacinação, Jaime Verruck, também considera que o Estado tem condições de dar continuidade às ações do plano.

Para ele, o Estado teve evolução significativa nas metas e ações estabelecidas desde a última auditoria do Mapa, podendo continuar com a meta par retirada da vacina. Além disso, medidas como recadastramento de propriedades e de estoques, entre outras medidas de Tecnologia da Informação, rastreamento de cargas e avanços em infraestrutura dariam o suporte necessário.

O Pnefa visa a garantir ao Brasil o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, ampliando as zonas livres de doenças sem a imunização –algo valorizado no mercado internacional–, dentro de exigências de órgãos como a OIE (Organização Mundial de Saúde Animal). O plano foi iniciado em 2017 e seria concluído em 2026.

Jornal Midiamax