Cotidiano / Economia

Especialista de MS explica detalhes do Pix, novo meio de transferir dinheiro

Você observa as propagandas sobre o Pix na televisão, rádio e internet e não entende nada? Você não está sozinho. Anunciado no dia 19 de fevereiro pelo Banco Central, o novo sistema vai permitir transações quase instantâneas, com tarifas mínimas, 24 horas por dia, mudando a forma como o brasileiro se relaciona com as finanças. […]

Ranziel Oliveira Publicado em 08/11/2020, às 14h46 - Atualizado em 09/11/2020, às 09h06

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Você observa as propagandas sobre o Pix na televisão, rádio e internet e não entende nada? Você não está sozinho. Anunciado no dia 19 de fevereiro pelo Banco Central, o novo sistema vai permitir transações quase instantâneas, com tarifas mínimas, 24 horas por dia, mudando a forma como o brasileiro se relaciona com as finanças.

Com o lançamento programado para o dia 16 de novembro, muitos brasileiros ainda têm dúvidas sobre como funciona essa nova tecnologia. De uma forma clara e objetiva, o doutor em economia e professor da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), Mateus Abrita, esclarece as dúvidas mais frequentes sobre o tema.

Jornal Midiamax – O que é o Pix?

Professor Mateus Abrita – PIX é um novo meio de pagamento e transferências eletrônico criado pelo BCB (Banco Central do Brasil), vai ser uma nova opção ao lado de TED, DOC.

Qual a diferença entre ele, TED e DOC?

Alguns avanços, as transações e pagamentos em até 10 segundos, ou seja, em tempo real.  O sistema permite que as transações sejam efetuadas a qualquer hora do dia, durante todos os dias da semana.  Também existe uma expectativa de barateamento dos custos de transferências e pagamentos, praticamente grátis para pessoa física e outra vantagem será a diminuição ou eliminação da necessidade de portar dinheiro físico.

Quem pode usar?

Tanto pessoa física como pessoa jurídica podem fazer seu cadastro junto as instituições financeiras e obter sua chave de acesso.

Como faço para usar, posso ter mais de uma chave de acesso?

Esses detalhes específicos são importantes de serem consultadas junto a sua instituição financeira de confiança, pois podem ocorrer variações. De um modo geral, algumas instituições financeiras estão divulgando que é possível ter até cinco chaves por conta de uma pessoa física e até 20 chaves no caso de pessoa jurídica. Contudo, não é possível uma mesma chave para mais de uma conta.

É seguro?

Como é uma iniciativa do Banco Central do Brasil o sistema tem bastante rigor na segurança. Porém, o alerta fica para o consumidor tomar cuidado, não com o sistema em si, mas com golpes por meio de e-mails falsos e mensagens maliciosas. Ou seja, ao que me parece, o problema de receio com a segurança não é o sistema em si, mas malfeitores tirarem proveito de uma possível falta de informação do público com essa novidade para inovar em golpes. Por isso, é fundamental procurar fontes oficiais de informação com o site do Banco Central e sua instituição financeira de confiança.

O que essa tecnologia representa?

Essa tecnologia pode provocar uma mudança significativa na forma como as pessoas fazem transações financeiras, pode até significar uma grande diminuição da importância do dinheiro em papel moeda. Além disso, independente das formas de pagamento e transferências existentes é sempre importante o consumidor possuir um orçamento doméstico, poupar e investir parte de seu rendimento.

Cronograma

Conforme o Banco Central, no período de 3 a15 de novembro, o Pix estará na fase de operação restrita, para apenas alguns cientes. No dia 16, ocorre o lançamento oficial, disponível para pessoas e bancos que possuam uma conta corrente, conta poupança ou uma conta de pagamento pré-paga.

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