Cotidiano / Economia

‘Aluga-se’: Em cenário de incertezas e com lojas fechando, Centro tem mais imóveis ociosos

Há um mês que a pandemia do Covid-19, o novo coronavírus, chegou em Mato Grosso do Sul e os municípios logo tomaram providências como decretar quarentena e toque de recolher para impedir a proliferação da doença. Com isso, muitos comerciantes e lojistas sentiram o impacto na economia e, como medida, fecharam as portas. No coração […]

Mariane Chianezi Publicado em 12/05/2020, às 16h34 - Atualizado em 13/05/2020, às 08h21

Foto: Ranziel Oliveira, Midiamax
Foto: Ranziel Oliveira, Midiamax - Foto: Ranziel Oliveira, Midiamax

Há um mês que a pandemia do Covid-19, o novo coronavírus, chegou em Mato Grosso do Sul e os municípios logo tomaram providências como decretar quarentena e toque de recolher para impedir a proliferação da doença. Com isso, muitos comerciantes e lojistas sentiram o impacto na economia e, como medida, fecharam as portas.

No coração da Capital, o cenário é de incertezas por parte dos lojistas, que lutam para não ver a porta do comércio se fechando, pois, a cada esquina do Centro, é possível ver cada vez mais imóveis vazios e com a placa de imobiliária anunciando que está disponível para ser alugado.

As placas de aluga-se a perder de vista são um reflexo da quantidade de empreendedores que não suportaram a crise. De acordo com dados da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Campo Grande, a estimativa é que 30% do comércio da Capital feche as portas por causa da pandemia.

Em abril, foi feito um levantamento com 500 empresas, dessas, 150 declararam que vão fechar, segundo informações da CDL. Das 350 restantes, 130 vão reduzir ao máximo seu número de funcionários, visando evitar o fechamento. As outras 100 empresas não sabem qual caminho será tomado e aguardando para uma definição.

270 empresas fecharam as portas em MS

De acordo com dados da Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul), em abril, o estado registrou a abertura de 450 empresas, mas também teve a baixa de 270 negócios. O reflexo em Campo Grande se dá pelos inúmeros imóveis disponíveis para alugar em pleno Centro da Capital.

Conforme Jaime Verruck, titular da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), os números da atual economia de MS é um impacto claro do coronavírus.

“Tínhamos a previsão inicial de 2020 ser o melhor ano de abertura de empresas dos últimos nove anos, o que vinha se confirmando até março, mas que houve uma substancial mudança devido a pandemia”.

*Colaborou: Ranziel Oliveira

Jornal Midiamax