Cotidiano / Economia

Preço final de combustível conta com mais impostos que preço de refinaria, diz Sinpetro

O Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul) afirmou, em nota divulgada na manhã desta quinta-feira (6), que o preço final do combustível ao consumidor tem incidência de vários impostos, não sendo calculado meramente a partir do preço das refinarias. Segundo a entidade, a “decisão […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 06/09/2018, às 11h28

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O Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul) afirmou, em nota divulgada na manhã desta quinta-feira (6), que o preço final do combustível ao consumidor tem incidência de vários impostos, não sendo calculado meramente a partir do preço das refinarias.

Segundo a entidade, a “decisão de repassar o aumento anunciado pela Petrobras para o consumidor, sempre caberá ao revendedor”. Todavia, o Sinpetro-MS destaca a incidência de outros tributos, dentre eles Cide, Pis, Cofins, ICMS e o frete, conforme imagem abaixo:

Preço final de combustível conta com mais impostos que preço de refinaria, diz Sinpetro
(Divulgação | Sinpetro-MS)

O comunicado foi enviado à imprensa logo após a Petrobrás anunciar novo reajuste, calculado em 1,68%, nos preços da gasolina nas refinarias. Com isso, o valor pago pelas distribuidoras aumentou de R$ 2.1704 para 2.2069 por litro, já desde a última quarta-feira (5), o que resultaria num acúmulo de 13,38% em apenas um mês.

De acordo com o Sinpetro-MS, o preço do Diesel segue a RS 2.2964 por litro, valor que é subsidiado pelo governo federal. Todavia, a Petrobrás já anunciou, na semana passada, reajuste de 13,5 % no preço médio do diesel.

Dificuldades

AQ nota do Sinpetro-MS destaca que o repasse dos tributos ao consumidor se explica em decorrência dos aumentos constantes decorrentes da política de apreçamento da Petrobrás, o que, inclusive, afeta negativamente o setor, dentre eles, o fechamento de mais de 20 postos da Capital nos últimos 18 meses.

“Temos vários casos onde postos em localização de extremo movimento para a atividade, e que infelizmente estão fechados, pois não foi possível acompanhar a economia atual do País e em especifico praticada em Campo Grande”, informou Edson Lazaroto, gerente executivo do Sinpetro-MS, em nota.

Jornal Midiamax