Cotidiano / Economia

Quase não dá para sentir, mas inflação de Campo Grande cai 0,39% em julho

Índice é o menor do ano

Wendy Tonhati Publicado em 09/08/2016, às 12h36

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Índice é o menor do ano

Embora a alimentação tenha tido um aumento de 0,73%, no mês de julho, a inflação medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande) registrou queda de 0,39%. Além de ser o menor índice de 2016, o indicador também ficou abaixo em comparação com o mesmo período de 2015, quando registrou 0,51%, segundo o Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes) da Uniderp. 

Conforme o índice, os principais responsáveis pela inflação de julho foram os grupos: alimentação (+0,73%), habitação (+0,34%), educação (+1,05%),  despesas pessoais (+0,54%), vestuário (+0,50%). 

A explicação para as oscilações de preços de itens desse grupo é dada pela influência de fatores climáticos acompanhada da sazonalidade de produção, segundo o coordenador do Nepes da Uniderp. Para os próximos meses, o coordenador do Nepes da Uniderp diz acreditar que haverá melhoria do clima, o que favorece a produção de hortifrutícolas.

Dos 15 cortes de carnes bovina pesquisados pelo Nepes da Uniderp, sete deles sofreram aumentos de preços. São eles: filé mignon (6,29%), alcatra (5,34%), acém (4,54%), paleta (4,08%), patinho (2,78%), costela (1,14%) e contrafilé (0,58%). O  músculo permaneceu com valor estável e as quedas ocorreram com: ponta de peito (-5,43%), cupim (-4,48%), vísceras de boi (-2,83%), picanha (-2,65%), lagarto (-2,11%), fígado (-1,17%) e coxão mole (-0,12%).

No quesito aves, o frango congelado teve alta de 4,33% e os miúdos de frango redução de -0,94%. Todos os cortes de carne suína tiveram aumentos de preços: bisteca com 8,63%; pernil com 5,11%; e costeleta suína com 4,67%.    
Acumulado 

Quase não dá para sentir, mas inflação de Campo Grande cai 0,39% em julhoA inflação acumulada nos últimos doze meses, em Campo Grande, caiu para 9,34%, mas ainda está acima do teto de 6,5% e do centro de 4,5% das metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Neste período, as maiores inflações acumuladas ocorreram com os grupos: Alimentação (15,68%), Educação (13,33%) e Despesas Pessoais (9,36%). 

Já no acumulado dos sete primeiros meses do ano, a inflação de Campo Grande atingiu 5,25%. Os maiores índices, por grupo, foram: educação, com 11,35%; despesas pessoais, com 7,63%; alimentação, com 7,03%; e saúde, com 6,65%. 

Maiores aumentos em julho 

Alcatra, com inflação de 5,34%
Arroz, com inflação de 5,35%
Leite pasteurizado, inflação de 3,33%
Acém, com variação de 4,54%
Papelaria, com acréscimo de 4,59%
Aluguel de apartamento, com aumento de 0,57%
Mão de obra, com variação de 2,51%
Aluguel de casa, com acréscimo de 0,57%
Pão francês, com reajuste de 2,81%
Calça comprida feminina, com elevação de 1,48%

O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O IPC busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Uniderp divulga mensalmente o IPC/CG.

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