Cotidiano / Economia

Preço da Cesta Básica sobe e alcança R$ 387,50 em fevereiro em Campo Grande

Alface, óleo e feijão puxam alta

Midiamax Publicado em 04/03/2016, às 21h10 - Atualizado em 19/07/2020, às 17h44

None
_mg_4391_interna.jpg

O custo da Cesta Básica Alimentar subiu 3,32% e alcançou R$ 387,50 em fevereiro deste ano na Capital, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (04) pela Semade (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico). No acumulado dos últimos 12 meses, o custo dos produtos sofreu elevação de 15%.

Dentre os 15 produtos pesquisados, 12 tiveram alta nos preços com destaque para: alface 13,10%; óleo 8,60%; feijão 7,51%; açúcar 5,45%; macarrão 2,90%; margarina 2,48%; arroz 2,29%; laranja 1,62% e batata 1,62%. Leite foi o único produto a registrar baixa. Pão francês e sal mantiveram preço inalterado.

De acordo com os pesquisadores da Semade, a alface – que registrou maior índice de aumento de preços – está com sua oferta restrita no mercado interno devido às chuvas intensas que ocorreram em fevereiro e impediram que os produtores preparassem a terra para o transplantio. O clima chuvoso também gerou grandes perdas nas lavouras contribuindo para a alta de preço: 13,10%.

O excesso de chuvas também causou quebra de safra no feijão. O Instituto Brasileiro do Feijão prevê um desabastecimento entre 20 de fevereiro e 20 de abril, quando entra no mercado a segunda safra. Isso acarreta uma oferta restrita do produto e com previsão de continuar o encarecimento de preço: 7,51%.

Ainda segundo o relatório, as cotações internas da soja também estão em alta, apesar da boa colheita, sendo o óleo de soja um derivado do grão que influenciou o aumento no preço: variação de 8,60%.

Nos últimos seis meses, os produtos que apresentaram maiores altas nos preços foram: batata, açúcar, laranja, tomate e óleo. Em contrapartida, no mesmo período, o leite registrou queda de preço. O preço foi influenciado pelo volume das chuvas no período – o que aumentou a pastagem e com isso a produção de leite, elevando sua oferta no mercado interno e, em consequência, assinalou queda de preço de 0,43%.

Segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, “o relatório da Cesta Básica, divulgado mensalmente pela Semade, é um dos indicadores econômicos de referência colocados à disposição pela secretaria e auxilia no trabalho da imprensa, universidades e outras entidades.”

A Semade, que elabora todos os meses a pesquisa de preços em diferentes estabelecimentos comerciais de Campo Grande, apura o índice de oscilações dos custos tanto da Cesta Básica Alimentar Individual quanto Familiar.

Peso no orçamento

Ao confrontar o custo da Cesta Básica Alimentar com a renda mensal, a equipe de analistas técnicos da Semade concluiu que o trabalhador que recebeu um salário mínimo equivalente a R$ 880,00 comprometeu 44,03% da sua renda na compra da Cesta Alimentar. Já no mês anterior (janeiro), comprometeu 42,62%.

Jornal Midiamax