Cotidiano / Economia

Franquia que já foi hegemonia na Capital sobrevive através de controle das despesas

Com 25 anos de Mercado, um terço da história é de adaptação e resiliência 

Midiamax Publicado em 28/04/2015, às 19h20

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Com 25 anos de Mercado, um terço da história é de adaptação e resiliência 

A sobrevivência de uma empresa depende antes de tudo da sua capacidade de adaptação. Prova desse pensamento é a história da Le Postiche em Mato Grosso do Sul, que já conta com 25 anos. O tempo foi suficiente para viver uma hegemonia sem igual no ramo que atua (em termos regionais) e uma resiliência garantida na última década pela extrema capacidade gerencial do responsável pela franquia no Estado. 

“Nos últimos dez anos fizemos uma redução das despesas em 84%, além de preservar a margem de lucro, mesmo com as variações do Mercado. Posso dizer que a Le Postiche conseguiu se manter estável, com um nível de movimento de clientes praticamente o mesmo. É muito dificil alguém de Campo Grande não ter ouvido falar da nossa loja, por isso o principal Marketing está focado na qualidade do atendimento”, explica Kuninari. As lojas Le Postiche atendem no Estado aproximadamente 5 mil clientes por mês. 

O dono da Le Postiche de Mato Grosso do Sul, braço de uma franquia nacional, conta ainda que a qualidade dos produtos vendidos nas quatro lojas que possui no Estado (três em Campo Grande e uma em Dourados) é também outro ponto forte do seu negócio. Mesmo com a possibilidade das mesmas mercadorias serem vendidas pela Internet em sites especializados, como inclusive o próprio site nacional da Le Postiche, Ricardo Kuninari não pensa em promover o comércio eletrônico com as suas filiais. 

“Conhecemos bem o público do Estado e de Campo Grande, porque acompanhamos o comportamento dele nas últimas duas décadas. Posso afirmar que não existe aqui ainda uma grande aptidão pela compra virtual de uma mala, ou de uma pasta ou qualquer outro produtos que comercializamos. Existe muito a pessoa ver na Internet, realizar a consulta por lá e vir comprar na nossa loja física. O atendimento pessoal ainda faz a diferença por isso não pensamos e vender pela web ainda”, diz o empresário, que também é presidente da (FCDL) Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Campo Grande. 

Plus

A estabilidade alcançada pela Le Postiche em Campo Grande, mesmo com a perda do ponto na Rua de 14 julho, entrada de novos concorrentes, sejam eles diretos ou indiretos (hoje em dia se compra malas em supermercados e até em lojas de calçados) e o avanço da Internet é além de um ponto de resistência da empresa, também um desafio ao seu crescimento.

A franquia estuda estratégias para a prospecão de novos clientes, que poderia acontecer por meio de parcerias institucionais, ou ação objetiva junto a consumidores já cadastrados na longa história da Le Postiche. Entretanto é a própria popularidade do nome, e a qualidade já cristalizada do atendimento que dificultam qualquer efeito surpresa em uma ação de Marketing. Kuninari e sua equipe buscam uma forma de ajustar essa equação para dessa forma voltar a crescer no Mercado e não apenas se manter estável a rentabilidade das lojas. 

“Nem sempre o fato de ser conhecido garante a reversão dessa fama em vendas, ou em vendas contínuas. Por isso é muito importante inovar de uma forma constante, com ganho de aproximação do seu cliente e ainda prospectar novos interessados. O monitoramento das informações do negócio contribui essencialmente para a viabilização de parcerias, que com uma manobra pode trazer muitos ganhos reais. Não existe empresa restrita a crescer ou voltar a crescer.  Acredito que nomes já consolidados como o da Le Postiche conseguem mais facilmente a retomada de um crescimento do que uma empresa ainda desconhecida”, diz o mentor de inovação e empreendedorismo, Eduardo Karmouche, sobre a chance da franquia em Mato Grosso do Sul retomar o caminho de um crescimento.

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