Há cerca de um mês, a região do Parque dos Poderes, em Campo Grande, passou por um reordenamento viário com o objetivo de melhorar a fluidez do tráfego e aumentar a segurança de motoristas e pedestres. A mudança, conduzida pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), transformou vias de mão dupla em ruas de sentido único.
Apesar das melhorias apontadas por técnicos e parte da população, a mudança tem gerado controvérsias, especialmente entre moradores dos bairros Cidade Jardim e Jardim Veraneio. Na manhã desta sexta-feira (9), equipes da Agetran (Agencia Municipal de Transporte e Trânsito) se reuniram com comerciantes e moradores para discutir as mudanças região.
Conforme a Agetran, o novo formato busca não apenas organizar o fluxo de veículos, mas também ampliar a oferta de vagas de estacionamento, visto que o Parque dos Poderes tem se consolidado como ponto turístico e de lazer na Capital.
Diretora-adjunta da agência, Andrea Figueiredo, afirma que o projeto segue critérios técnicos.
“O que foi implantado é o que precisava ser feito, considerando a largura das vias. Sabemos que toda mudança interfere na rotina dos moradores, por isso ouvimos a população. Já estamos realizando adaptações, como a instalação de redutores de velocidade, e complementaremos a sinalização horizontal. Também avaliamos a possibilidade de abrir a Rua João Aquiles para melhorar o acesso na região”, explicou.
A população foi comunicada previamente sobre as alterações por meio de grupos de moradores e comércios locais. Esta é a terceira reunião organizada pela Agetran com os moradores, que reconhecem a disposição da agência em ouvir sugestões da comunidade.
Críticas ao planejamento urbano

Morador do Parque dos Poderes e engenheiro civil, Thiago Macinelli elogia o trabalho da Agetran, mas alerta para um problema mais profundo, o crescimento desordenado da cidade e a falta de visão de longo prazo no planejamento urbano.
“Toda mudança no trânsito gera conflito, especialmente entre carros, motos e pedestres. Mas o que mais preocupa é que Campo Grande continua crescendo de forma desorganizada. Existem muitos empreendimentos sendo implantados em regiões distantes, desconectadas do transporte público. As pessoas só vão optar por transporte coletivo quando houver planejamento eficiente”, afirma.
Segundo ele, o Plano Diretor da cidade não tem conseguido atender essas demandas estruturais. Ele ainda critica intervenções pontuais que não consideram a integração entre mobilidade, meio ambiente e serviços.
“Já canalizamos dois córregos no centro para permitir construção, enquanto deixamos regiões ambientais isoladas e sem transporte. Planejamento urbano tem que ser conjunto: comércio, segurança pública, mobilidade e meio ambiente precisam andar juntos”, complementa.
Um comerciante, que preferiu não se identificar, ressalta que a mudança também tem impacto o movimento do seu comércio.
Mudanças nas vias
Com o reordenamento, as seguintes vias tiveram seu sentido de circulação alterado:
- Avenida Centáurea, ruas Imbé e Gardênia agora têm sentido único em direção à Avenida Poeta Manoel de Barros;
- Rua Antúrio opera em sentido contrário, da Avenida do Poeta até a Avenida Centáurea;
- Rua Junquilhos tem mão única no sentido Avenida Ministro João Arinos até a Rua Gardênia;
- Rua Resedá adota o fluxo inverso, partindo da Gardênia rumo à Ministro João Arinos.

A nova configuração permite estacionamento em ambos os lados das vias, nas laterais da faixa central destinada ao tráfego. Além disso, com a implantação de redutores de velocidade e sinalização reforçada, a Agetran e o Detran-MS orientam os condutores a redobrarem a atenção e respeitarem os limites de velocidade durante o período de adaptação.
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