O mercado de fretes rodoviários em Mato Grosso do Sul registrou uma tendência de alta nos preços em julho, impulsionado pela combinação de fatores macroeconômicos e o ritmo acelerado das colheitas. Essa valorização do transporte, no entanto, gerou um impacto direto na rentabilidade dos produtores agrícolas do Estado.
Segundo dados do Boletim Logístico da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o aumento nos custos do frete está diretamente relacionado ao cenário de valorização da soja, impulsionado pela demanda interna e externa, e o pico da colheita do milho segunda safra. Esse aumento repentino na procura por caminhões para movimentação local e regional de grãos pressionou os preços do serviço.
Em julho, o Estado movimentou cerca de 155 mil toneladas de milho, um salto considerável em relação às 13,9 mil toneladas de junho. Para a soja, a movimentação foi de 764 mil toneladas, um volume ligeiramente menor que as 861 mil toneladas do mês anterior, mas que, somado à safra recorde de milho, manteve a alta demanda por transporte.

Produtores buscam alternativas
Com a alta nos preços do frete, muitos produtores rurais de Mato Grosso do Sul optaram por adiar a venda de suas safras. A estratégia é aguardar um momento de maior equilíbrio entre a oferta e a demanda por serviços de transporte, na esperança de que os valores do frete se tornem mais baixos e permitam uma margem de lucro mais favorável.
As rotas mais utilizadas para exportação de grãos, partindo de Mato Grosso do Sul, foram os portos de Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (PR), Santos (SP) e Rio Grande (RS). A participação do Estado nas exportações brasileiras em julho alcançou 6,38% para o milho e 6,2% para a soja, o que reforça a relevância de MS na cadeia de produção e escoamento de grãos.

Cenário de safras recordes pressiona logística
A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 está estimada em 345,2 milhões de toneladas, um novo recorde. Esse volume gigantesco, especialmente para a soja e o milho, coloca uma pressão adicional sobre a capacidade de transporte do país. A safra de milho, por exemplo, é a maior já registrada, com expectativa de colheita de 137 milhões de toneladas.
Enquanto os produtores comemoram a produtividade no campo, a elevação dos custos logísticos se apresenta como um dos maiores desafios para a rentabilidade da safra. Os preços de frete, historicamente influenciados por fatores como a demanda internacional, a cotação do dólar e as oscilações das bolsas de Chicago, continuam sendo um fator determinante para a tomada de decisão no setor agrícola.
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(Revisão: Bianca Iglesias)