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Cotidiano

Em meio a impasse com a prefeitura, quem se preocupa com a saúde mental das mães atípicas?

Prefeitura afirma que estuda projeto para acolhimento de mães
Priscilla Peres -
(Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax)

Nessa semana repercutiu nas redes sociais, vídeo de reunião acalorada entre mães de crianças atípicas e a prefeitura de . Enquanto cobram o fornecimento adequado de insumos essenciais, como leite e fraldas, as mulheres desabafam, gritam e choram diante do problema que se arrasta há pelo menos um ano.

Nos depoimentos, muitas mães falam sobre a dificuldade de lidar com os problemas constantes que, literalmente, “tiram o sono” e geram muito desgaste emocional. Importante destacar que todas elas têm determinação da Justiça para o fornecimento dos itens, mas têm recebido volumes aquém da necessidade das crianças.

“Confesso que não tá sendo fácil, tá sendo muito puxado. Eu, como mãe, tô muito preocupada. Eu tô passando pelo período bem difícil, eu tô tendo muitas crises de ansiedade. Crise de dores, enxaqueca tensional devido ao estresse”, desabafou uma mãe.

Esses filhos, que vivem em condições atípicas, na maioria das vezes só se alimentam com alimentos específicos, que deveriam ser fornecidos pelo poder público. Na ausência do Estado, elas fazem de tudo para suprir a necessidade essencial dos pequenos, desde protesto, até vaquinhas, rifas, entre outros.

O drama é constantemente noticiado pelo Jornal Midiamax. Mas toda a angústia, preocupação e estresse têm um preço e é nítido quem paga a conta. São justamente elas, as mães que, além de abdicar do para se dedicar ao cuidado dos filhos, ficam totalmente em segundo plano, quando o assunto é cuidado.

(Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax)

Quem se importa?

O trabalho de cuidado e suas consequência têm sido cada vez mais debatido, mas a saúde mental de mães atípicas ainda está longe dos holofotes. ‘Escondidas’ dentro de casa, em meio a cuidados intensivos, não sobra tempo e nem recursos para cuidar de si mesmas.

Em maio de 2024, o Jornal Midiamax abordou o tema na reportagem “Sobrecarregadas e invisíveis: Falar de saúde mental é luxo para mães de crianças atípicas de MS”. A matéria fala sobre a campanha Maio Furta Cor, voltada para a importância de se preocupar com a saúde mental das mães.

Em local quase que “invisível”, não há estatísticas dessa parcela da sociedade. Logo, faltam políticas públicas com olhar voltado a elas. Exemplo disso é a saúde mental: apesar de profissionais alertarem sobre o tema, não há dados consolidados sobre número de ou suicídio em mães. Também não há apoio financeiro ou social, para essas mulheres que quase sempre estão imersas em cuidados com os filhos.

Sem políticas públicas voltadas para mães de crianças atípicas, elas vivem à margem da sociedade, dependendo da legislação e boa vontade para sobreviver e dar suporte aos filhos.

“Mães estão morrendo por problemas de saúde mental sem tratamento, nos primeiros anos de vida dos filhos. Por enquanto a gente não rastreia, não trata e essas mães acabam estando completamente desassistidas”, explica a psicóloga Nicole Cristino, psicóloga e uma das idealizadoras do Maio Furta Cor.

Mães de crianças atípicas são as mais suscetíveis a estresse prolongado e ao burnout materno, temas ainda pouco abordados no Brasil.

Prefeitura estuda projeto de acolhimento

Questionados sobre a situação das mães atípicas, a Prefeitura de Campo Grande disse, em nota, que está estudando a criação de um projeto de acolhimento e amparo às mães que possuem filhos com alguma necessidade especial, como no caso desse grupo de mães atípicas.

O grupo será voltado para atender às famílias desses pacientes, através de consultas psicossociais e de . Enquanto isso, a Secretaria Municipal de Saúde lembra que possui sete Centros de Atenção Psicossocial com atendimento 24 horas por dia, acolhimento e consulta do paciente em crise. 

Para os casos de atendimento ambulatorial, o paciente pode se dirigir a unidade de referência da região onde mora e, ao passar pelo acolhimento, informar que deseja um encaminhamento a um psicólogo, ou buscar o próprio CAPS. Lá ele passará por uma escuta qualificada e, em caso de crise, já poderá passar por consulta com psicólogo ou psiquiatra; mas se não for esse o caso, será agendada a consulta para uma data mais breve disponível.

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