Os moradores da Rua Rosa Maria Lopes Contos, localizada no Conjunto Residencial Oscar Salazar Moura da Cruz, na região norte da cidade, enfrentam dificuldades devido às condições da via em dias de chuva. As famílias, que foram reassentadas no local após saírem da Comunidade do Mandela, relatam constantes alagamentos que ameaçam invadir suas casas.
“Toda vez que chove, dá um medo de queimar todos os bens materiais, porque, se acontecer, quem vai ajudar a comprar? Vamos ter que tirar tudo do nosso bolso”, afirmou Adriano da Silva Junior, residente nesta rua.
Os residentes relatam que se sentem abandonados pelo poder público, pois, apesar de terem recebido as casas, não contam com infraestrutura básica. A falta de asfalto e iluminação pública é uma das principais queixas. Além disso, uma praça foi prometida na entrada da rua, mas até agora, segundo os moradores, apenas o mato tomou conta do espaço.
Diante da ausência de manutenção, uma moradora paga do próprio bolso para roçar o matagal, pois já encontrou uma cobra no local. “Tenho um neto pequeno e tenho medo dele ser picado”, disse Cida da Silva.
Rua alagada
Outro problema enfrentado pelos moradores é a falta de escoamento da água da chuva. Alguns construíram calçadas para se proteger, enquanto outros abriram valetas para evitar que a água entrasse em suas casas. Como a rua principal do bairro é asfaltada e tem um nível mais alto, toda a água acaba escoando para a de terra, intensificando os alagamentos.
Além disso, há reclamações sobre a taxa de iluminação pública. Mesmo pagando a tarifa, os moradores não contam com postes de luz. “Há vizinho que sai às 4h40 para pegar o ônibus na total escuridão. A gente anda no escuro, sem segurança nenhuma”, relatou uma moradora.
O acúmulo de água nas ruas também prejudica a coleta de lixo. Desde dezembro, o caminhão de coleta não consegue acessar a rua, obrigando os moradores a deixar os sacos de lixo em um ponto mais alto. No entanto, isso gera transtornos, pois os cachorros acabam rasgando os sacos e espalhando lixo pela entrada da rua.
Outro ponto crítico mencionado é a existência de uma tubulação exposta, que os próprios moradores precisaram tampar. “O cheiro de esgoto era muito forte e, além disso, era perigoso para quem passasse de moto ou até para as crianças”, explicou um morador.
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Posição da Prefeitura
A prefeitura foi contatada sobre as demandas da comunidade, incluindo a instalação de iluminação pública e a construção da praça. Até o momento, não houve resposta, mas o espaço segue aberto para manifestações das autoridades.
Em um comunicado anterior sobre a manutenção das vias, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) declarou que o tempo instável prejudica a manutenção da via, sem, porém dar qualquer prazo para realização do serviço.
“A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) informa que mantém equipes de manutenção das vias não pavimentadas com programação diária de serviços. Infelizmente, com as chuvas fortes e concentradas, o solo e o sistema de drenagem, em algumas regiões, não conseguem absorver com rapidez a quantidade de água da chuva, causando assim empossamento de água e alagamentos. E em muitos casos, executar serviços como patrolamento ou cascalhamento ainda com o solo encharcado pode piorar a situação. Por isso, existe um cronograma de serviços em execução em acordo com a condição climática de cada região”, diz a íntegra da nota.
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