Arthur Furlan Junqueira, que na próxima terça-feira (23) completará 3 anos, tem paralisia cerebral. A condição provoca dores intensas por conta da rigidez dos membros, que o impede de fazer movimentos ‘aparentemente’ simples, como abrir as mãos, esticar os braços e pés. Para minimizar a inflexibilidade, ele precisa passar por procedimento cirúrgico que custa R$ 135 mil.
Tathiana Frulan, mãe de Arthur, conta que o filho foi diagnosticado aos 10 meses. A criança também sofre com epilepsia e síndrome de West, que faz com que ele tenha refluxos intensos. Desde o diagnóstico, ela e o marido, Alexandre Junqueira, mudaram completamente de vida para ajudar o filho.
“Fazemos de tudo pelo Arthur. Ele tem uma rotina puxada com muitas fisioterapias. Para me dedicar mais vendi minha ótica e hoje faço trabalhos de social media, em casa, porque preciso ficar o tempo todo com ele. O meu marido é funcionário público e nos mantemos assim. Os tratamentos dele requerem muitos gastos e não temos condições de arcar com a cirurgia”, explica.
A indicação médica para o caso do Arthur é a Rizotomia Dorsal Seletiva, uma cirurgia capaz de reduzir a espasticidade, ou rigidez muscular. O procedimento está previsto para o dia 21 de junho, no entanto, não é feito em campo Grande.

A cirurgia será realizada no hospital ortopédico na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), em São Paulo. Entre o procedimento cirúrgico e as fisioterapias específicas oferecidas em uma clínica especializada, o custo estimado é de R$ 135 mil.
“Conseguimos o valor da entrada, que corresponde a 20% desses R$ 135 mil. Temos que arrecadar o restante para que ele realize a cirurgia. Esse procedimento representa a esperança de que meu filho terá uma vida mais funcional e com menos dores”, ressalta.
Tathiana também destaca que Arthur tem plano de saúde, mas o procedimento não é incluso. “Não cobre. Como o caso dele é urgente, optamos por seguir no particular porque para tentar o plano teríamos que entrar na justiça e o Arthur não tem esse tempo. Quanto mais demora o procedimento, mais rigidez ele sofrerá”, explica.
Para ajudar o filho, os pais gravaram um vídeo explicando a necessidade da cirurgia e pedindo a colaboração de todos que puderem fazer parte dessa rede do bem em prol do Arthur.
O vídeo foi compartilhado nas redes sociais e grupos de WhatsApp. Nas primeiras 24 horas, a família conseguiu arrecadar o suficiente para dar o valor de entrada solicitado pelo hospital. “Estamos muito felizes e emocionados. Sabemos que esta tudo tão difícil para todo mundo, mas ainda assim tem gente disposta a ajudar”, diz agradecida pela primeira conquista.
A arrecadação segue porque é necessário conseguir o valor total para que o pequenino faça o procedimento cirúrgico e as fisioterapias especiais, também realizadas em São Paulo.
“Essa rigidez provocada pela paralisia cerebral é grande e vai aumentando com o tempo porque não conseguimos segurar essa progressão com medicações. Se não fizer a cirurgia vai apresentar deformidades nos pés, nas mãozinhas e os membros podem atrofiar”, relata.
Interessados em ajudar o Arthur podem contribuir com doações por meio da chave PIX: 115.384.741-82. Para se certificar de que digitou os números corretamente basta conferir se o beneficiário está em nome de Arthur Furlan Junqueira.