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Cotidiano

Teste do Pezinho foi ignorado por mais de 5 mil genitores de MS em 2023; teste é o principal oferecido pelo SUS

No ano passado, 5.013 bebês nascidos em Mato Grosso do Sul não realizaram o exame
Liana Feitosa -
Teste do Pezinho é a primeira forma de detecção da doença. (Reprodução Edilson Rodrigues - Agência Senado)

No ano passado, 35.055 Testes do Pezinho foram aplicados em Mato Grosso do Sul, diante de 40.068 nascimentos registrados no Estado, de acordo com a SES (Secretaria de Estado de Saúde). O número, portanto, mostra que 5.013 bebês não realizaram o exame. O chamado Teste do Pezinho, também chamado de Triagem Neonatal, é considerado um dos exames mais importantes para detectar alterações na saúde da criança. Sua relevância é celebrada nesta quinta-feira (6). 

Uma simples gotinha retirada do calcanhar de recém-nascidos é capaz de detectar várias doenças graves que podem afetar para sempre a vida dos nenéns. Em 2022, o número de genitores que rejeitaram o exame foi ainda maior.

Conforme o Sinasc (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos), Mato Grosso do Sul registrou 40.101 nascimentos. Desses, 84,42% realizaram o teste, de acordo com o IPED (Instituto de Pesquisas, Ensino e Diagnósticos) da APAE (Associação de Pais e Amidos dos Excepcionais). Ou seja, 33.854 testes foram realizados em recém-nascidos no ano de 2022.

Por ser uma metodologia de rastreamento, o exame deve ser aplicado preferencialmente entre o 3º e 5º dia de vida. No entanto, pode ser realizado até o 28º dia de vida. O teste é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e detecta 7 doenças.

Ampliação do teste

Mais de 25 associações de pacientes, sociedades médicas e autoridades públicas do Brasil se uniram recentemente para enviar um manifesto da Triagem Neonatal Ampliada para a Ministra da Saúde, Nísia Trindade. Essa ampliação permite a identificação de até 52 doenças ao invés de 7, como ocorre atualmente.

O documento reforça que, mesmo após três anos da publicação da Lei 14.154/21, que estabeleceu a ampliação do PNTN (Programa Nacional de Triagem Neonatal) do SUS (Sistema Único de Saúde), apenas o Distrito Federal tem a testagem completa. De acordo com o Ministério da Saúde, a previsão é que a ampliação do teste ocorra de maneira escalonada. No entanto, faltam definições claras acerca dos prazos para essa implementação.

Doenças detectadas pelo Teste do Pezinho

Atualmente, com o exame é possível identificar, precocemente, distúrbios congênitos e hereditários que podem levar a complicações futuras, como atraso psicomotor ou deficiência cognitiva. O objetivo de buscar tratamento rápido e assertivo em prol do desenvolvimento saudável do recém-nascido.

De acordo com o Ministério da Saúde, o teste é obrigatório por lei em todo o território nacional. Alguns municípios, inclusive, não permitem que a criança seja registrada em cartório se não tiver feito o Teste do Pezinho.

  • Toxoplasmose Congênita: pode acarretar prematuridade, retardo de crescimento intrauterino, icterícia, hepatoesplenomegalia, miocardite, pneumonite, exantema, coriorretinite, hidrocefalia, calcificações intracranianas, microcefalia e convulsões. Mato Grosso do Sul é pioneiro no país na detecção dessa doença via Teste do Pezinho;
  • Fenilcetonúria: provoca comprometimento do desenvolvimento neuronal;
  • Hipotireoidismo congênito: alteração na tireoide que pode interferir no desenvolvimento e provocar retardo mental;
  • Anemia falciforme: alteração nas células vermelhas do sangue que reduz a capacidade de transportar oxigênio;
  • Hiperplasia adrenal congênita: provoca deficiência hormonal levando a crescimento excessivo, puberdade precoce ou outros problemas físicos;
  • Fibrose cística: provoca produção excessiva de muco, comprometendo o sistema respiratório e afetando o pâncreas; 
  • Deficiência de biotinidase: provoca a incapacidade de o organismo reciclar a biotina (vitamina B7), levando a convulsões, falta de coordenação motora e atraso no desenvolvimento.

O instituto 

O IPED oferece atendimento especializado por meio de equipe multiprofissional aos bebês que apresentam exames alterados. Com isso, tratamento e acompanhamento são oferecidos por meio de um ambulatório que conta com Endocrinologista, Pediatra, Hematologista, Pneumologista, Assistente Social, Psicólogo, Nutricionista, Gastropediatra e adulto, Fisioterapeuta, Infectopediatra e Geneticista.

Atualmente o ambulatório acompanha cerca de 450 pessoas, entre adultos e crianças. Dentre os pacientes, 10 foram diagnosticados para fibrose cística por meio de outro exame, o Teste do Suor, já adultos.

O IPED/APAE fica na Rua Estêvão Capriata, na Vila Progresso, e também uma unidade avançada de coleta na esquina da Maternidade Cândido Mariano, Centro.

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