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Cotidiano

“Se divertir”: foliões dão adeus ao Carnaval durante Enterro dos Ossos na Esplanada Ferroviária

Dois grupos prometem movimentar região que recebeu Carnaval de rua durante cinco dias
Thalya Godoy, Lívia Bezerra -
Nathalia Alcântara, Jornal Midiamax

A região da Esplanada Ferroviária, em , vibrou com cinco dias de durante o e, neste sábado (17), recebe a despedida com o tradicional “Enterro dos Ossos”. O bloco Eita! no Monumento da Maria Fumaça e o Forrozeiros MS no Complexo Ferroviário prometem animar os campo-grandenses durante a festa.

As primeiras horas de evento contava com poucos participantes devido à chuva, mas a expectativa é que centenas de pessoas participem da folia que vai até às 23h.

Tânia e filha de amiga. (Nathalia Alcântara, Jornal Midiamax)

A diarista Tânia de Barros, de 63 anos, compareceu acompanhada do neto de cinco anos e de uma amiga que trouxe os filhos. Ela conta que viveu o Carnaval durante a adolescência e chegou a desfilar até dez anos atrás em escolas de samba de Campo Grande, como Unidos do Cruzeiro, Unidos da Vila Carvalho e Catedráticos do Samba.

“Vim para ele [neto] conhecer, porque a gente deve mostrar para as crianças tudo que já conhecemos. Prefiro trazer para ele ver porque já cresce sabendo como é o Carnaval. Eu acho isso muito importante”, assegura. 

Contudo, quando olha para o passado, Tânia pondera que algumas coisas não são como antigamente. “Mudou muito, acho que era bem mais tranquilo. A gente não tinha tanto medo de sair de casa como hoje”, aponta. 

A operadora de caixa Jenifer Anayara Silva, de 22 anos, foi com os amigos no bloco Eita! aproveitar o Enterro dos Ossos. Frequenta o Carnaval há cinco anos e participou da folia nesta semana improvisando fantasia de noiva e palhaço.

“Representa uma festa de rua para beber, se divertir, sair com os amigos. Agora acho que o pessoal deve vir, mas por conta da chuva deu uma desanimada”, pondera. 

Sucesso no Carnaval foram as vendas com bebidas

Vendedores ambulantes apostam em bebida alcoólica para faturar mais. (Nathalia Alcântara, Jornal Midiamax)

O acadêmico de direito Paulo e a esposa trabalharam vendendo chocolates e água mineral em três dias de Carnaval, mas perceberam que o público gostava mais era de bebida alcoólica. 

O casal lucrou entre R$ 300 a R$ 400 no dia em que venderam bebidas e neste Enterro dos Ossos repetiram o produto com expectativa de boas vendas. 

Jenifer Anayara veio acompanhada dos amigos. (Nathalia Alcântara, Jornal Midiamax)

“Depende do ânimo do pessoal, os blocos começaram a tocar agora. A hora que o forró começar e o pessoal chegar, possivelmente as vendas serão boas. Se chegar no mesmo valor do último dia de carnaval na semana passada já é considerado lucro, se passar disso ficaremos felizes”, ele analisa. 

O elogiou a segurança, limpeza  e alegria do Carnaval deste ano, apesar das brigas pontuais nos fins dos blocos. 

“Além do óbvio, que é oportunidade de renda extra, a pandemia foi muito triste, as pessoas ficaram muito isoladas. Nos carnavais anteriores os foliões se soltaram menos. Esse ano voltou com mais força, mas muita alegria, animação. Porém, as pessoas estão exagerando muito na bebida”, pondera. 

Evento deve reunir centenas de foliões

Os organizadores do bloco Eita! esperam um público superior a 300 foliões visto que nos ensaios participaram cerca de 200 a 300 pessoas. 

Uma das produtoras do Bloco Eita, Juliana Benites, conta que fizeram dois ensaios na praça do Preto Velho e agora no Enterro dos Ossos. 

Juliana Benites explica organização deste ano. (Nathalia Alcântara, Jornal Midiamax)

“Optamos por sair do circuito oficial até para tentar sentir porque estamos com uma proposta um pouco diferente. Sentimos que a galera gostou, mas também é um início. As pessoas estão nos conhecendo agora”, aponta. 

O bloco aposta em uma boa festa junto aos outros grupos que comandam a folia pela cidade. No caso deles, o “toque especial” fica pelo ritmo charanga em que são usados instrumentos de sopro junto com percussão. 

“A proposta inicial e que o ‘Eita!’ fosse composto apenas pela charanga, que nada mais é do que os instrumentos de sopro, metais acompanhado pelas percussões, sem som mecânico, sem microfone, só acompanhado pelo coral das pessoas em volta. Então, fomos adaptando para sobreviver ao Carnaval aqui agora. Acho que vamos conseguir apresentar nossa proposta inicial”, ela torce. 

Serviço

  • Forrozeiros MS – Esplanada Ferroviária, das 16h às 23h
  • Eita! – Rua General Melo, das 14h às 23h.

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