Foi inaugurada, nesta segunda-feira (9), a nova ala do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, no terceiro andar, com 32 leitos. Com isso, a capacidade de atendimento no local será duplicada.
O Hospital de Câncer Alfredo Abrão é uma instituição filantrópica e, atualmente, atende 72% dos pacientes com câncer pelo SUS no Estado. Desta forma, realiza em média 17 mil procedimentos por mês.
Em 2023, o hospital registrou mais de 206 mil atendimentos.
Repasse para radioterapia
O Ministério da Saúde formalizou no último mês acordo de R$ 10,5 milhões para aparelho de radioterapia do Hospital do Câncer. O empenho foi anunciado pela pasta em junho deste ano.
Assim, o aparelho atenderá pacientes oncológicos que fazem tratamento no Hospital do Câncer de Campo Grande Alfredo Abrão. O extrato do convênio, publicado no DOU (Diário Oficial da União) formalizou o acordo entre o Governo Federal e a Fundação Carmem Prudente do Mato Grosso do Sul.
A compra do novo Acelerador Linear tem valor total de R$ 10,5 milhões. Sendo que o Ministério da Saúde disponibilizou R$ 9,3 milhões, enquanto o hospital dá contrapartida de R$ 1,2 milhão.
Conforme o Hospital do Câncer, duas marcas estão aptas para participar do processo de licitação no Brasil, uma sueca e outra norte-americana. A direção do hospital já se reuniu com representantes de ambas empresas especializadas.
O cronograma inicial prevê que a empresa vencedora fabrique o Acelerador Linear em até quatro meses. Logo após, o equipamento será desmontado e transportado de navio em uma viagem de até 60 dias.
Por fim, o prazo para instalação, testes finais e pleno funcionamento de até seis meses. O Hospital afirmou que possui peças de reposição para atender o atual aparelho de radioterapia até a chegada do novo.
Acompanhamento da aquisição
A 32ª Promotoria de Justiça de Saúde Pública instaurou, em março, um procedimento administrativo para acompanhar a aquisição do novo aparelho.
A intenção é adquirir um equipamento mais moderno que possa reduzir o tempo de tratamento. “O atual acelerador tem tecnologia ultrapassada e configuração básica, limitando a produtividade e a necessidade de novos recursos, que podem oferecer maior proteção aos tecidos e órgãos, bem como reduzir o número de sessões de quimioterapia, com maior rapidez no tempo de tratamento”, aponta o ofício da unidade ao MP-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
Desde 2023, a diretoria do hospital busca recursos federais para a compra do equipamento.
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