Por mais um dia, Mato Grosso do Sul amanhece coberto de fumaça intensa. Desde a tarde de segunda-feira (7), a intensidade esconde o Pantanal, atrapalhando a visibilidade, além da fuligem, dificultando a respiração.
Em um vídeo compartilhado, o Coronel Ângelo Rabelo, presidente do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), destaca a situação desde as 13h, em Corumbá.
A fumaça tem origem das queimadas na região da Bolívia e um corredor do Amazonas. Com isso, a visibilidade para combate aéreo fica comprometida.
“O Pantanal segue totalmente sem visibilidade, criando uma condição adversa, seja para a respiração ou qualquer atividade”, descreve.
Pelas redes sociais, vários moradores e visitantes divulgaram imagens da crítica situação. O fotógrafo de natureza e de vida selvagem, Guilherme Giovanni, registrou a cor alaranjada. Também foi possível identificar a quantidade de fuligem transportada.
A força do vento intensificou a fumaça em Campo Grande na manhã desta terça-feira (8). Além disso, sistemas atmosféricos influenciam na mudança do tempo, com aumento de nebulosidade.
Imagens de satélite do Zoom Earth mostram a intensidade de fumaça da região nordeste, também há influência de ventos ao leste. Com isso, a cidade amanhece coberta de fumaça das queimadas do Pantanal, Amazônia e outros biomas de países vizinhos, como na Bolívia e Paraguai.