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Cotidiano

Trancista é acusada de aplicar golpe em clientes de Campo Grande: ‘marcamos horário e ela sumiu’

Clientes relatam ao Jornal Midiamax que trancista estaria pedindo pagamento antecipado, mas não cumprindo com os serviços contratados
Monique Faria -
(Foto ilustrativa)

Clientes de uma trancista de Campo Grande a acusam de aplicar golpes, após enviarem um ‘sinal’ de pagamento. Conforme os relatos enviados ao Jornal Midiamax, a profissional estaria pedindo uma parte do pagamento antecipado, mas não entregando os serviços contratados.

Uma cliente que preferiu não ser identificada conta que a trancista teria feito uma promoção de fim de ano para colocar as tranças. O valor total seria de R$ 270 e o pagamento antecipado foi de R$ 165. Contudo, após marcarem o dia do procedimento, a profissional teria sumido.

“A trança seria R$ 270, porém ela cobrava uma taxa, pois se locomovia com Uber. Paguei um sinal R$ 165, no total. Marcamos um horário e ela sumiu. Mas, fui até a casa dela, e ela me disse que devolveria o valor”, conta a vítima.

Os problemas, entretanto, não param por aí. Como pedido de desculpas, a profissional teria convidado a vítima para ser modelo de suas tranças. Assim, a trancista chegou a devolver uma parte do valor para a cliente, e realizou o serviço, que não durou muito.

“Me devolveu R$ 100 e fez uma trança que no dia seguinte já havia saído tudo. E o restante do valor todo dia uma desculpa diferente”, relatou.

A vítima tentou um último contato com a profissional. Sem sucesso, tentou registar um boletim de ocorrência online, mas foi informada de que precisaria ir pessoalmente até a delegacia.

Trancista pediu mais dinheiro à cliente para compra de materiais

Outra cliente da trancista relatou que enviou o Pix de R$ 125, valor referente ao sinal que a profissional pediu para marcar o horário. No entanto, chegando próximo da data marcada, ela pediu um valor adicional para compra de mais materiais, pois o tamanho das tranças exigia mais matéria-prima.

A cliente alegou falta de dinheiro, e tentou uma alternativa para pagar o restante do valor somente após o procedimento feito. Mas, a trancista insistiu e ela acabou enviando o valor faltante.

Em seguida, a vítima alega que a profissional a bloqueou no WhatsApp e só desbloqueou dias depois, dizendo que teve problemas com o seu celular. Assim, a cliente fez novas tentativas de marcar o dia do procedimento, mas o atendimento não ocorreu porque a cabeleireira teria se machucado.

“Na hora que bloqueou, eu já desconfiei que eu teria sido vítima de um golpe. Segundo ela, ela não bloqueou, ela só perdeu o telefone dela. Pelo contato já dá para você observar que o atendimento não vai ocorrer porque ela não salva o seu número, não tem um endereço ali, ela não te passa credibilidade nenhuma. Mas eu queria muito fazer as tranças, e tinha visto algumas postagens de pessoas da cidade comentando. Eu pensei que era uma pessoa idônea”, conta.

A trancista prometeu que devolveria o dinheiro até o dia 25 de dezembro. Contudo, até o momento da matéria, o estorno não ocorreu.

Caso foi parar em grupo do Facebook. (Prints: Reprodução/arquivo pessoal)

Clientes receberam valor de volta após muita insistência

Alguns clientes, entretanto, relataram que conseguiram o dinheiro de volta, após muita insistência e até ameças de registrarem boletim de ocorrência. Uma delas relatou à reportagem do Jornal Midiamax que o valor das traças sairia R$ 350. Assim, enviou metade do valor, e depois a outra metade foi solicitada pela trancista.

Contudo, como nos casos anteriores, a profissional adiou várias vezes o procedimento, alegando problemas com o pedido do cabelo que seria usado nas tranças ou problemas de saúde.

“Eu estava pedindo dinheiro de volta e ela me passou o número de uma mulher falando que tinha comprado meu cabelo com ela. Eu entrei em contato com essa mulher para confirmar. Acabei descobrindo que era mentira, que essa mulher nem mexia com o cabelo, era vizinha dela. Então ela me enganou”, explicou.

Quando percebeu que tinha caído em um golpe, ela começou a ameaçar a profissional de registrar um B.O. para solucionar o caso. Assim, ela estornou o valor.

Caso parecido aconteceu com outro cliente, que enviou R$ 90 antecipado e, no dia de tranças os cabelos, não encontrou a cabeleireira em sua casa. Depois de dois meses insistindo para ter o dinheiro de volta, o estorno foi realizado.

Relatos enviados ao Jornal Midiamax. (Reprodução, arquivo pessoal)

A reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a profissional para um posicionamento sobre as acusações. Contudo, até o fechamento da matéria não obteve respostas. O canal, entretanto, continua aberto para diálogo.

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