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Cotidiano

Sem anestesista, HU suspende radioterapia de crianças e voluntária é solução temporária

Hospital alega não ter número suficiente de anestesista para a demanda; SES estuda como resolver situação de forma definitiva
Eveline Marques -
Foto: de arquivo, Midiamax

Crianças que precisam ser sedadas para radioterapia no tratamento de câncer estão sem atendimento no Humap-UFMS/Ebserh (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian). Falta de médico anestesista é o que trava os atendimentos e agora cedência de profissional por parte da SES (Secretaria de Estado de Saúde) é a promessa para pôr fim ao impasse.

Atualmente o hospital atende um criança, mas a gerente de atenção à saúde, Cláudia Lang, ressalta ao Jornal Midiamax que a instituição não é referência nesse tipo de atendimento e que já comunicou a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), já que é um serviço regulado pela prefeitura. Porém, o hospital segue recebendo crianças para esse tratamento, mas chegou atender três crianças menores de 12 anos, que foge o protocolo de acesso da instituição.

O hospital ressalta que não é referência para caso de criança que precisa de sedação para a realização do tratamento e, por isso, a quantidade de anestesistas na unidade não supre esse tipo de demanda, o que gerou o impasse e travou o tratamento.

Sem anestesista suficiente para essa demanda, o hospital abriu um processo licitatório para contratar um profissional, mas até o momento não houve finalização no processo. Em agosto de 2023, o HU também lançou um edital para contratação de outro profissional envolvido na radioterapia, o de técnico em radiologia, porém até o momento o processo segue em andamento.

Como forma de amenizar a situação enquanto a licitação está sendo realizada, um profissional será cedido para o HU para que o tratamento seja retomado.

A gerente de atenção à saúde explica que a governança do HUMAP está em tratativas com a SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) e para atender as crianças a partir da semana que vem porque uma anestesista de um serviço privado será enviado ao HU, em caráter de exceção, para atender especificamente essas crianças.

E, em paralelo, a SES está negociando com o Hospital do Câncer Alfredo Abrão para retomar esses atendimentos de forma regular.

Solução Temporária

Em nota, a SES esclarece que após tratativas realizadas pelo secretário Dr. Maurício Simões, pactuou para que uma profissional anestesista atenda as quatro crianças que estão fazendo tratamento no Hospital Universitário em Campo Grande de forma voluntária e pontual.

A secretaria esclareceu que está em tratativas com o Hospital de Câncer Alfredo Abrão para regularizar a oferta de radioterapia pediátrica com sedação.

Pacientes mais novos, ou seja, crianças, precisam ser sedados, para que o procedimento seja realizado de forma mais segura conforme o protocolo de segurança. E a partir do momento que uma criança de três anos precisou de atendimento em caráter excepcional, a situação da falta do profissional veio a tona.

Processo de Licitação

De acordo com a chefe do setor de Administração do HU, Danielle Gomes , o processo de licitação está em fase documental, mas ressalta que nenhuma empresa de Mato Grosso do Sul demonstrou interesse em participar.

“Não tem como dar um prazo certo para a finalização, por se tratar de um hospital público o processo licitatório é moroso porque além das fases pertinentes a unidade de compras e licitações existem autorizações da (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) que administra a unidade, rito que leva tempo”, destacou.

Segundo o hospital, a falta de médicos anestesistas vem desde 2013, quando o HUMAP passou a contratar por meio de concurso público e licitação, como determina a lei. O hospital até hoje fez três concursos e três processos seletivos, mas as vagas não foram preenchidas. Em março de 2020, uma empresa do venceu a licitação para prestar o serviço. Mas essa empresa está com quadro reduzido, de apenas quatro profissionais e não consegue contratar especialistas daqui.

O HUMAP tem hoje 17 anestesistas concursados com 24 horas semanais. Essa quantidade, segundo o hospital, inviabiliza o atendimento. O ideal, segundo o hospital, seriam, no mínimo, mais 21 médicos com a mesma carga horária, ou uma equipe terceirizada que faça 42 plantões semanais.

*Matéria editada às 10 horas de 11 de setembro para correção de informação a pedido do assessoria de imprensa do HU/Humap.

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