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Cotidiano

Já viu quero-quero bebê? Família da ave causa confusão para proteger filhotes na Afonso Pena

Entenda por que casal de quero-queros estava 'expulsando' pedestres com rasantes em Campo Grande
Graziela Rezende -
Casal de quero-quero cuida de seus filhotes em meio a Avenida Afonso Pena (Nathalia Alcântara, Midiamax)

Um casal de quero-queros fez um ninho embaixo de uma árvore, em um canteiro da , nas proximidades do e desde cedo está “expulsando” os pedestres que passam pela região. São ao todo quatro filhotinhos, monitorados pelos pais, que se dividiram em lados opostos e ficam “dando rasante” em quem se aproxima da cria, desde o início da manhã desta quinta-feira (5).

O Jornal Midiamax foi ao local e a equipe logo foi recebida pelo canto, que já é um sinal de defesa contra invasores de ninhos. A presença deles ali também coincidiu com a limpeza dos canteiros, feita por trabalhadores da Solurb (concessionária responsável pela limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos).

Casal de quero-queros cuida de seus filhotes na Avenida Afonso Pena (Nathalia Alcântara, Midiamax)

“A gente percebeu que os pais ficaram ouriçados com a nossa presença, principalmente quando a gente se aproximava”, contou um dos funcionários. O técnico em laboratório Ângelo Aparecido de Castro, de 55 anos, passou pelo local e se afastou assim que “entendeu o sinal” de um dos pais.

Ângelo diz que “entendeu o sinal” e respeita o casal de quero-queros. (Nathalia Alcântara, Midiamax)

“Eles correm atrás da gente, dão o rasante por conta dos filhotes. Eu, como trabalho lá na UFMS [Universidade Federal de Mato Grosso do Sul] e sempre vemos casos assim, já obedeço e passo longe. As pessoas precisam mesmo respeitar, não chegar perto”, opinou.

Já o comerciante Márcio Costa, de 53 anos, que mora e trabalha nas proximidades, diz que sempre leva alimentos para os pássaros e deixa ali no canteiro.

“Eles estão irritados mesmo, dá para perceber. E nós vimos desde cedo que eles estão aqui, só que eu escutei o canto a noite inteira”, alegou. O aposentado João Francisco Silva, de 61 anos, passou de carro pelo local e estacionou algumas quadras adiante.

Comerciante diz que escutou canto do quero-quero durante toda a noite. (Nathalia Alcântara, Midiamax)

“Eu larguei o carro lá em cima porque não tinha onde parar e vim a pé ver o casal e os filhotes. Mas, só vim para fazer um vídeo e mandar para o meu filho, que está morando na Itália”, contou.

Conforme o aposentado, assim como o filho, ele também é um “amante da natureza”.

“Estou sempre assistindo documentários, tenho caixinhas para os beija-flores, gosto de vê-los protegidos”, finalizou.

Quando é a reprodução do quero-quero?

A reprodução da espécie ocorre geralmente na primavera. É quando a fêmea põe normalmente de três a quatro ovos. O casal faz o ninho em uma pequena depressão seca do terreno, ao redor da qual colocam gravetos e folhas secas.

“A natureza é tão perfeita que eles chocam na época seca, que é quando se tem pouco recurso de água e alimentos, então, quando os bichos nascem, já começa a chover, ter alimento. Ou seja, de julho pra frente, até agosto, os bichos se reproduzem, para setembro em diante, começar a chover e ter o recurso alimentar para os filhotes”, explicou ao Midiamax o biólogo Luiz Mendes.

Aposentado filmando o casal e filhotes na Avenida Afonso Pena (Nathalia Alcântara, Midiamax)

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