Cotidiano

Pessoas madrugam e fila dobra o quarteirão em busca de testagem de covid em Campo Grande

Moradores levaram até cadeiras para aguardar na fila

Karina Campos e Ranziel Oliveira Publicado em 12/01/2022, às 07h24

Fila para teste de covid no Centro de Testagem de Campo Grande
Fila para teste de covid no Centro de Testagem de Campo Grande - Henrique Arakaki / Midiamax

Em busca de testes para covid, pessoas madrugaram na frente do Centro de Testagem, em frente à Praça do Rádio, em Campo Grande, nesta quarta-feira (12). Pacientes levavam cadeiras para aguardar na fila, que já dobrava o quarteirão, entre as ruas Barão do Rio Branco, Padre João Cripa e Dom Aquino.

O segundo a pegar senha na fila, João Sergio, de 60 anos, é supervisor de uma companhia dos Estados Unidos, mas veio passar um período de férias com a família. Mesmo sem sintomas de doenças respiratórias, precisa da testagem para viajar.

“Vou para São Paulo e preciso do RT-PCR negativo. Ontem vim e me falaram que seria (teste) para no máximo 300 pessoas, que 5h da manhã a fila já estava dobrando (quarteirão), e de fato estava”, explicou.

A vendedora Dayene Santana, de 34 anos, começou a sentir dores no corpo, coriza e gripe. “No meu serviço dois funcionários testaram positivo para covid-19 e me preocupei. Estou com dor no corpo inteiro, não sei se é covid, gripe ou H3N2”, relata a paciente que chegou às 4h30 da manhã e pegou a terceira senha distribuída hoje.

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Preparados: Para esperar na fila, família levou cadeiras. (Foto: Henrique Arakaki)

O tempo de espera varia pelo tamanho da fila, a família de Thalita da Silva, 28, trouxe cadeiras de praia para amenizar o longo período aguardando. A auxiliar administrativo relatou que ela e o filho estão sintomáticos. Embora com a chegada cedo, eles estavam no meio da fila, na Rua Padre João Cripa.

“Meu marido veio ontem, mas testou negativo, mas eu e meu filho estamos com tosse, febre e dor no corpo. Ontem meu marido ficou 5 horas na fila, trouxe as cadeiras porque é cansativo ficar esperando e você já não está bem”.

Jornal Midiamax