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Cotidiano

Mulher de 58 anos morre por leishmaniose visceral e MS chega a nove óbitos

Em Campo Grande, neste ano, houveram 116 pessoas contaminadas com a doença
Mariane Chianezi -
Foto: Reprodução

Mato Grosso do Sul registrou nova morte por leishmaniose visceral, doença causada pelo -palha. Uma mulher de 58 anos morreu em . Com isso, o Estado chega a nove óbitos registrados no ano pela doença.

Conforme a SES (Secretaria de Estado de Educação), a moradora procurou atendimento médico no município, mas a investigação epidemiológica identificou que ocorreu de forma tardia. No último atendimento, a paciente foi encaminhada por uma equipe do para uma UPA do município, depois de apresentar sintomas como fadiga, fraqueza e falta de apetite.

No dia 5 de agosto foi diagnosticada com a doença. No dia 7, iniciou o tratamento que durou cinco dias. “A mesma possuía doenças de base: hipertensão e e veio a óbito no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, no dia 18/08/22″, disse a secretaria em nota.

Leishmaniose em Campo Grande

Com certeza você já deve ter ouvido falar nessa doença que acomete não só os animais domésticos como também os seres humanos. A leishmaniose é uma doença ainda sem cura para os animais e que infecta pessoas por meio da picada do flebotomíneo, o mosquito-palha. Em Campo Grande, nos últimos três anos foram registrados mais de 3,9 mil casos positivos em cães e 116 casos em moradores.

Conforme os dados da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), em 2020, no CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), foram 2.252 animais com resultado positivo para a leishmaniose visceral em . No ano seguinte, 1.409 coletas de exames testaram positivo.

Nesses oito meses de 2022, o CCZ registrou 259 coletas com o resultado positivo para a doença nos animais. De todos os testes realizados para a leishmaniose no centro de controle, 33,16% dão positivo para a doença. Vale lembrar que o número de casos positivos pode ser ainda maior, pois o quantitativo não especifica os exames em clínicas veterinárias.

Também há registros de pessoas contaminadas, revelou a Sesau. Em 2021, foram 14 casos registrados na cidade, enquanto 2022 já soma quatro pessoas infectadas com a leishmaniose tegumentar. No ano passado, 82 foram contaminadas com a leishmaniose visceral e 16 até o início do mês de julho.

O que é?

A Leishmaniose Visceral é uma doença grave, causada pelo protozoário Leishmania chagasi, que é transmitido através da picada de um inseto chamado flebotomíneo (Lutzomyia longipalpis), popularmente conhecido por mosquito-palha e que pode atingir pessoas e animais, principalmente o cão. O mosquito-palha se contamina picando um cão infectado e posteriormente uma pessoa. Não há transmissão direta entre pessoas e pessoas e cães.

Como identificar casos suspeitos?

Para as pessoas: em caso de febre persistente, aumento de baço e fígado, é necessário buscar o serviço de saúde mais próximo de sua residência, principalmente se esteve em uma área onde a doença esteja ocorrendo.

Para os cães: em caso de emagrecimento progressivo, feridas e descamações de pele, queda anormal de pelos, aparecimento de ínguas, crescimento anormal de unhas, inchaço de pernas, sangramento de nariz ou de outras aberturas, entre outros sintomas, busque a Vigilância Municipal ou os serviços de Controle de Zoonoses, Canil Municipal ou outro similar.

Como prevenir?

Vigiar a população de cães, controlar a proliferação do inseto vetor e evitar que ele pique as pessoas. Essas ações são tanto de proteção individual como de manejo do ambiente.

Proteção individual:

  • usar de mosquiteiro com malha fina;
  • telar de portas e janelas com malha fina;
  • usar repelentes;
  • não se expor nos horários de atividade do vetor (crepúsculo e noite).

Manejo ambiental para controle do vetor:

  • limpar quintais, terrenos e praças públicas (recolhendo folhas e galhos);
  • eliminar resíduos sólidos orgânicos e dar destino adequado a este lixo;
  • evitar sombreamento excessivo do pátio e eliminar fontes de umidade.

Medidas de controle da população canina:

  • manejo de cães em situação de rua;
  • estímulo da posse responsável de animais domésticos;
  • canis telados com malha fina que evite acesso de insetos;
  • coleiras impregnadas com deltametrina a 4% (como medida auxiliar de prevenção da doença nos cães).

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