Cotidiano

Vai encarar o frio? Chuva de meteoros poderá ser vista na madrugada desta sexta em MS

Fenômeno poderá ser visto sem utilização de equipamentos

Gabriel neves Publicado em 29/07/2021, às 17h22

Imagem ilustrativa.
Imagem ilustrativa. - (Foto: Reprodução)

Os aficionados por fenômenos espaciais ou somente curiosos de plantão interessados em assistir a chuva de meteoros Delta Aquariidis em Mato Grosso do Sul precisarão encarar as baixas temperaturas de madrugada desta sexta-feira (30).

Segundo Giovanni Rescigno, integrante do Projeto EXOSS em MS e também do Clube de Astronomia Carl Sagan, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), o ponto alto para observação ocorrerá entre das 02:00 às 04:00 desta sexta.

Para quem não vê problema em enfrentar o sono, terão um novo desafio: o frio. Conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), nesta sexta (30), ainda há previsão de geadas em Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, a previsão é de 1°C.

Como ver a chuva

Quem já imagina o céu sendo iluminado por inúmeros feixes de luz, como uma tela de cinema criada pelo próprio universo, já podem ‘tirar o cavalinho da chuva’ ou do frio.

Rescigno comenta que as pessoas devem procuras alguns riscos brilhantes no céu, que deverão estar posicionados no sentido leste e noroeste, a depender do ponto de observação. “Em Campo Grande será preciso olhar em direção da Mata do Jacinto”.

Não será necessário equipamento, todo o fenômeno poderá ser visto a olho nu, para Giovanni, caso a pessoa não possua equipamentos próprios, é melhor descartas os binóculos ou coisas do tipo.

“Esse tipo de equipamento vai limitar seu campo de visão, ele aproxima, você enxerga mais perto, mas vê um espaço menor”, disse. “Na cidade, por conta da poluição luminosa é mais difícil, o ideal se afastar cerca de 20 km do perímetro urbano”, explica.

Evento raro, só que não

Esse tipo de fenômeno não acontece diariamente, mas é preciso cautela ao considerá-lo como raro. Giovanni conta que a chuva de meteoros ocorre quando a Terra cruza poeira espacial deixada pela calda de algum cometa.

“Neste caso ela ocorre uma vez por ano, todo ano vai ocorrer, porque a Terra também está girando”, comentou. “Esse ano ela começou dia 14 de julho e segue até 26 de agosto, mas o pico para observar será nessa madrugada”, complementou Rescigno.

Jornal Midiamax