Cotidiano

Com vida útil de atual no fim, Solurb quer criar novo aterro que já desagrada moradores

Primeira audiência pública para debater novo aterro será realizada na próxima terça-feira

Lucas Mamédio e Ranziel Oliveira Publicado em 16/07/2021, às 17h20

Terreno ao lado da MS-455 onde a Solurb quer construir novo aterro
Terreno ao lado da MS-455 onde a Solurb quer construir novo aterro - (Foto: Leonardo de França)

A expectativa da população do bairro Dom Antônio Barbosa pelo novo aterro sanitário em Campo Grande, que terá primeira audiência pública para discutir sua implantação na próxima terça-feira (20), às 18 horas, não é das melhores. O projeto prevê a instalação do aterro, chamado de Aterro Sanitário Ereguaçu, no início da MS-455, ao lado do já existente na BR-262, no Dom Antônio, que, conforme a empresa, está com a vida útil no fim.

Com gestão da Solurb, concessionária que cuida da coleta de lixo e destinação de resíduos sólidos na Capital, o possível novo aterro não causa empolgação da catadora Katiele Pereira, 31 anos, que nem sabia do empreendimento. "Se for a Solurb vai ser uma porcaria. Tiraram todos de lá, e depois nos deixou a Deus dará, agora que o cheiro está melhorando, vão colocar outro [aterro]".

Cheiro, aliás, é a principal reclamação das pessoas que moram ao redor do aterro que já existe, como no caso da salgadeira Katiana dos Santos, de 34 anos. "Era terrível o cheiro na hora do almoço, você não almoçava direito. Sinceramente não vai me afetar, só o cheiro mesmo que é o problemas".

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Terreno fica às margens da rodovia MS-455, perto do aterro na BR-262

A reportagem do Jornal Midiamax esteve no local onde o projeto aponta que poderá ser construído o novo aterro. O terreno é, atualmente, ocupado por uma plantação de milho.

Audiência

Segundo a Solurb, a audiência terá como objetivo principal o debate sobre a disposição final dos resíduos sólidos e também o de “assegurar a ampla participação popular na discussão acerca do projeto, garantindo o atendimento às legislações e normativas vigentes, bem como aos anseios da população campo-grandense”.

Estarão presentes necessariamente na audiência um representante da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), um representante da da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), um representante da Concessionária CG Solurb e o coordenador e equipe responsável pela elaboração do estudo ambiental.

Poderão ser convidados para auxiliar os trabalhos da mesa representantes do Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA), do Conselho Municipal da Cidade (CMDU) e do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS).

A área pretendida para implantação do empreendimento está localizada no município de Campo Grande, com extensão de cerca de 995.133,96 m² (99,51 hectares) e se localiza no início da Estrada da Gameleira – MS 455, próximo à área do Aterro Sanitário Dom Antônio Barbosa II, com distância de aproximadamente 11,5 km do centro da cidade.

A área a ser ocupada pelo aterro é de 879.100,73 m², dos quais a área com disposição de resíduos deverá representar cerca de 559.892,32 m².

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Jornal Midiamax