Cotidiano

Secretário de Campo Grande diz que equipe ainda avalia manter vacinação para adolescentes

Município já aplicou doses em mais de 50 mil entre 12 e 17 anos

Gabriel Maymone e Renata Barros Publicado em 17/09/2021, às 10h49

Secretários estadual (esq.) e municipal de saúde, José Mauro, no lançamento do plano
Secretários estadual (esq.) e municipal de saúde, José Mauro, no lançamento do plano - Renata Barros / Midiamax

O secretário municipal de saúde de Campo Grande, José Mauro, afirmou, na manhã desta sexta-feira (17), que as equipes ainda avaliam se vão manter a aplicação da vacina contra covid em adolescentes, conforme orientação emitida, na quinta-feira (16), pelo Ministério da Saúde. A SES (Secretaria de Estado de Saúde) decidiu contrariar a recomendação e manter a vacinação no público de 12 a 17 anos em Mato Grosso do Sul.

"Essa medida veio posterior a 50 mil doses aplicadas, então, a gente tem que avaliar com cautela esse tipo de informação. Estamos fazendo reuniões com câmaras técnicas para definirem mais informações. As orientações estão incertas, as coisas estão mudando do dia para noite, precisamos manter cautela e diálogo aberto", declarou José Mauro.

Conforme o secretário, por enquanto, o município seguirá o Estado, mas as equipes técnicas do município é que irão definir. 

Vacinação em adolescentes

Após o Ministério da Saúde recuar e suspender a vacinação contra a Covid-19 em adolescentes entre 12 e 17 anos sem comorbidades,  a SES informou que não vai seguir a indicação e imunização no público continuará no Estado. Em MS, mais de 167 mil doses já foram aplicadas em adolescentes sem comorbidades.

Conforme explicou a SES em nota ao Jornal Midiamax, os municípios foram orientados a continuarem vacinando os adolescentes sem comorbidades com doses da Pfizer. “Mato Grosso do Sul não registrou nenhum efeito adverso grave da vacina aplicada em adolescentes. O Ministério da Saúde tomou a decisão de forma isolada, sem consultar a câmara técnica, assim como sem consultar o Conass e Conasems”, disse a pasta.

O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) criticaram a decisão mais cedo. Os conselhos encaminharam uma nota conjunta ao presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, pedindo um posicionamento ao órgão. 

Jornal Midiamax