Cotidiano

Prefeito de Ponta Porã deve anunciar novas medidas restritivas nesta quarta

Comitê teme aglomeração na fronteira em decorrência do feriado

Marcos Morandi Publicado em 02/06/2021, às 06h19

Linha Internacional, que divide Ponta Porã, no MS e |Pedro Juan Cabalero, no Paraguai
Linha Internacional, que divide Ponta Porã, no MS e |Pedro Juan Cabalero, no Paraguai - Marcos Morandi

Assim como acontece em Dourados, em Ponta Porã, na fronteira com Pedro Juan Cabalero, no paraguai,  a situação em relação à pandemia vem se agravando e apesar de nos últimos dias a capacidade de leitos na UTI do Hospital Regional ter aumentando em 20%, o quadro continua preocupante e  o prefeito Hélio Peluffo  (PSDB) deve anunciar novas medidas ainda nesta quarta-feira (02).

Em Ponta Porã o Comitê da Covid se reuniu para avaliar os números atuais e a proximidade do feriado prolongado deste final de semana sinaliza para uma grande movimentação no comércio de Pedro Juan Caballero, aumentando o fluxo de pessoas no município e consequentemente o perigo de contaminação.

Técnicos do Comitê e profissionais da área de saúde recomendam que sejam tomadas de imediato medidas de redução do horário de funcionamento do comércio; imposição de lei seca durante os finai de semana para evitar aglomeração em bares, lanchonetes e restaurantes; toque de recolher entre às 20h e às 05 horas.

Uma fonte ouvida pela reportagem afirmou que não está descartado o lockdown se houver uma mudança na bandeira dentro do Programa Prosseguir do Governo do Estado. No último dia 24 Ponta Porã estava na bandeira vermelha que representa alto risco de contaminação.

Além disso deve ser adotada a redução do horário de funcionamento de restaurantes, conveniências, lanchonetes, cafés e estabelecimento congêneres de alimentação; a limitação do horário de serviços de entregas a domicílio (Delivery).

Também foi recomendada a suspensão temporária do funcionamento de bares, conveniências de bebidas, boates, discotecas, danceterias, casas de shows e estabelecimentos congêneres; suspensão das aulas presenciais em escolas, faculdades, cursos de qualquer natureza, incluindo-se de idiomas, tanto públicos quanto privados.

A suspensão do funcionamento de academias, centros de ginástica, de lutas de qualquer espécie, estabelecimento de condicionamento físicos e similares, sendo vedado o acesso de público nesses locais; a suspensão das atividades de estabelecimentos privados de acesso coletivo, como clubes recreativos e desportivos, cinemas, bibliotecas, parques de diversões e parques públicos.

A redução da capacidade de pessoas nos ônibus de transporte coletivo urbano e adoção de novos critérios para o funcionamento de igrejas e templos também foi sugerida. Estas medidas teriam a validade de 15 dias e ainda devem passar pela aprovação do prefeito Hélio Peluffo e pelos secretários municipais, onde o impacto em cada setor será avaliado.

Jornal Midiamax