Cotidiano

Para não passar por estrada de chão, Samu recusa atendimento e revolta moradores em MS

Prefeitura alega que foi determinada a abertura de procedimento administrativo para apurar os fatos

Gabriel Neves Publicado em 12/07/2021, às 11h24

Viatura teria se recusado a trafegar em estrada de chão e vítima acabou falecendo
Viatura teria se recusado a trafegar em estrada de chão e vítima acabou falecendo - (Foto: Reprodução/Fala Povo)

Uma suposta recusa de socorro por parte do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) na área rural Sidrolândia causou revolta entre os moradores do município. A equipe teria se negado a prestar socorro, pois a viatura não poderia trafegar em estradas de chão.

Segundo os moradores, a pessoa que necessitava do atendimento foi a óbito por conta da atitude tomada pelos socorristas. “Acabamos de perder mais um companheiro que passou mal e não resistiu, e a ambulância não quis entrar na estrada de chão”, comentou a amiga da vítima, Jhosyany Jesus.

Jhosyany conta que a equipe designada para socorrer a vítima foi até o fim da rodovia e, então, se recusou a seguir o trajeto por estrada de chão. “Disseram que não podiam colocar a ambulância em estrada de chão, quer dizer que uma pessoa pode morrer que eles não podem entrar para socorrer”.

A reportagem entrou em contato com a prefeita de Sidrolândia, Vanda Camilo (PP), que disse não ser responsável pela regulação do Samu “é uma central do Estado”. Camilo também afirmou que já foi determinado que se abra de forma imediata um procedimento administrativo para averiguar os fatos.

Ao Jornal Midiamax, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que a viatura chegou ao local do resgate, mas que como o óbito da vítima foi constatado, a Polícia Civil foi acionada e a equipe do Samu retornou a Campo Grande. Ainda conforme a Sesau, a pessoa que solicitou o socorro ligou novamente para a cetral 192, no entanto, a viatura já tinha ido ao local. A Sesau também afirma que registros das chamadas são feitos e relatos enviados ao município para "adoção das medidas administrativas cabíveis"

*Matéria atualizada às 13h35 para acréscimo de posicionamento

Jornal Midiamax