Cotidiano

No frio, animais de estimação também precisam de cuidados especiais para evitar doenças da estação

ONG também faz campanha para aquecer animais em situação de rua

Dândara Genelhú Publicado em 19/06/2021, às 09h08

Se ver um animal passando frio, ONG recomenda que você improvise um abrigo para ele.
Se ver um animal passando frio, ONG recomenda que você improvise um abrigo para ele. - Foto: Reprodução | Freepik

Quando os termômetros começam a despencar, não são só os humanos que precisam se manter aquecidos. Mesmo com a pelagem farta, cães e gatos precisam de cuidados específicos para não serem acometidos pelas doenças comuns das estações de clima mais frio. O que muita gente não sabe é que separar uma mantinha até ajuda, mas não é o único cuidado que tutores precisam ter para com os animais de estimação.

Focinhos gelados e espirros são sinais de que os animais estão expostos ao frio e passam por início de um resfriado. Quem faz o alerta é o veterinário Bruno Dias, que também esclarece que cães e gatos “têm problemas e dificuldades respiratórias nesta época”. Lembrando que isso não significa que em outras estações os bichinhos não possam ficar resfriados. Porém, nesta época, a temperatura varia bastante, com dias quentes e noites frias, o que é um presente para as gripes e resfriados.

Por isso, é necessário tomar algumas precauções, conforme alerta o profissional: primeiramente, Bruno deixa claro que “é muito mais fácil prevenir doenças”, até mesmo pelo custo. Os donos de pets podem fazer algumas ações para evitar esse adoecimento causado pelo frio:

  • Vacinar os cães contra gripe. “Vacinas para prevenir gripe e tosse dos canis, que não é uma doença que passa para humanos, mas no meio animal é altamente contagiosa”, ressalta Bruno.
  • Manter o animal quentinho. Para garantir isso ele deve estar bem agasalhado, com roupinhas ou em cômodos menos frios, improvisar uma cama e abrigo quente para os animais.
  • Ficar atento para casos de hipotermia. Olhar muito nas extremidades, orelhas, patas e narinas, elas não devem ficar muito geladas. “Para quem conseguir, pode aferir a temperatura do animal”, sugere o veterinário.
  • Tomar mais cuidados durante o banho. O banho não deve ser evitado, mas tem que haver cuidado redobrado na temperatura da água. Além disso, deixar o ambiente isolado de correntes de ar e caprichar na secagem.
  • Evitar passeios em horários mais frios. “Não é interessante o choque térmico de esquentar os corpinhos dos animais com atividade física e receber correntes de ar frio”, afirma o médico veterinário.
    Bruno e um dos seus pacientes no consultório | Foto: Arquivo Pessoal | Divulgação

Ele destaca que na maior parte dos casos o tratamento é feito de forma rápida e simples. No entanto, “problema é quando a gente começa a ter resistência, evolução para outras doenças. A melhor solução é conversar com o veterinário”.

Por fim, Bruno reforça que é necessário excluir a ideia de que remédios humanos e automedicação servem para os animais. ”As doses mudam, e às vezes uma dose que para nós é tranquila, para eles não é tão simples”. Paracetamol é um desses casos, que em gatos causa intoxicação e pode causar até morte.

Noites frias para animais de rua

Aqueles em situação de rua, que não dispõem de um tutor, sentem ainda mais as mudanças de temperatura e podem até morrer por hipotermia. Para minimizar essa realidade, a ONG (Organização Não Governamental) Abrigo dos Bichosarrecada roupinhas e mantas.

De acordo com a diretora financeira da ONG, Andréa Ost, os animais sentem mais dificuldades nas ruas durante os dias frios. “Principalmente aqueles que possuem pouca pelagem e nenhum lugar coberto para se proteger do frio”, relata. Neste período de temperaturas mais baixas, a ONG realiza campanha de arrecadação especial.

Pelo Facebook e Instagrameles pedem doações de casinhas, cobertores, mantas e roupinhas para cachorros e gatos. “Também pedimos à população que, sempre que puder, improvise um abrigo para esses bichinhos de rua”, destaca. Andréa afirma que, assim, “pelo menos ameniza o sofrimento do frio que eles passam”.

A organização afirma que, durante a pandemia, aumentaram os relatos de abandono de animais. Por esta razão, a ONG não consegue enumerar quantos animais estão em situação de rua na Capital. Nesse contexto, a diretora financeira do Abrigo dos Bichos faz apelo para que “a população não abandone os animais de estimação”.

Andrea explica que cães e gatos sofrem todos os tipos de necessidades possíveis quando estão nas ruas. "Eles passam fome, sede, frio e falta de um lar. Eles dependem do amor dos humanos para seu bem-estar e segurança”. Outro recado é para que os donos de pets realizem a castração. “Essa é uma alternativa para diminuir o crescimento desordenado de animais de rua”, pontua.

As doações podem ser feitas no Villas Pet, que fica na Rua Sebastião Lima 979, no bairro Monte Líbano. As portas ficam abertas de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h, e no sábado, das 8h às 12h.

Jornal Midiamax