Cotidiano

Municípios de MS vão receber projeto piloto de encoleiramento de cães para combater leishmaniose

Campo Grande, Corumbá e Três Lagoas foram escolhidos devido a incidência de leishmaniose visceral em humanos

Renata Volpe Publicado em 21/05/2021, às 09h51

Coleiras contra leishmaniose serão implantadas em cachorros
Coleiras contra leishmaniose serão implantadas em cachorros - Saul Schramm, Subcom-MS

Mato Grosso do Sul vai receber projeto piloto para colocar em cachorros, coleiras com repelente contra o mosquito da leishmaniose. A SES (Secretaria de Estado de Saúde) articula com o Ministério da Saúde a implantação de projeto piloto em Três Lagoas, Corumbá e Campo Grande. Isso porque, o Ministério da Saúde elencou 132 cidades no Brasil elegíveis para participarem do programa, baseados na incidência de leishmaniose visceral em humanos.

Conforme a SES, uma reunião foi realizada na última quarta-feira (19) com a equipe do Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, e definiu os primeiros bairros que irão compor o programa.

Foram escolhidos os bairros Pioneiro, Jardim Batistão, Nova Campo Grande, Mata do Segredo, Universitário e Jardim Veraneio. A previsão inicial é colocar em 15 mil cães a coleira com repelente contra o mosquito de leishmaniose, na Capital.

Ainda será realizada reunião entre a Secretaria de Estado de Saúde com representantes de Corumbá e Três Lagoas para definir a quantidade de animais e os bairros que farão parte do programa.

A previsão é que a partir de janeiro de 2022 inicie a implantação do programa, após a adesão dos municípios.

O projeto-piloto do Programa Federal de Controle da Leishmaniose Visceral (Calazar), tem como objetivo o encoleiramento em massa de cães com coleiras impregnadas com deltametrina a 4%, princípio ativo repelente e inseticida recomendado pela Organização Mundial da Saúde como uma das principais formas de controle da doença.

As coleiras serão distribuídas gratuitamente pelo governo, de casa em casa, acompanhadas por um exame de sangue de rotina, realizado regularmente para diagnosticar a evolução da doença na comunidade canina.

A Secretaria de Estado de Saúde registrou neste ano 18 casos de leishmaniose visceral em humanos e quatro óbitos. Em 2020 foram registrados 120 casos da doença e sete óbitos.

Com asessoria

Jornal Midiamax