Cotidiano

MS tem 3ª maior taxa de mortalidade por covid do país, aponta Fiocruz

Rejuvenescimento da pandemia representa uma parcela cada vez maior dos pacientes em enfermarias e UTI

Renata Volpe Publicado em 08/05/2021, às 08h55

MS lidera no ranking de ocupação de leitos de UTI
MS lidera no ranking de ocupação de leitos de UTI - Divulgação

Mato Grosso do Sul tem a 3ª maior taxa de mortalidade por Covid-19 do país, conforme boletim da Fiocruz, divulgado na última sexta-feira (7). 

O Estado só fica atrás de Rondônia com índice de 1,8% no total de óbitos e Mato Grosso, com 1,7% no total de óbitos. O índice de mortalidade por Covid-19 em MS é de 1,6%.

Além dos três Estados citados, taxas de mortalidade elevadas foram verificadas no Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná,Goiás e no Distrito Federal. Esse padrão gera um novo alerta para as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste como críticas para as próximas semanas, o que pode ser agravado pela saturação do sistema de saúde nesses estados, ainda segundo a Fiocruz.

Além disso, Mato Grosso do Sul aparece com outro alerta, que é no nível de muito alto de incidência da Covid-19, com taxa de 16,9%, ficando atrás apenas de Rondônia.

MS lidera na taxa de ocupação de leitos para UTI (Unidade de Terapia Intensiva), com 101%. Outros oito estados também estão com taxas de ocupação superiores a 90%: Piauí (92%), Ceará (97%), Rio Grande do Norte (94%), Pernambuco (97%), Sergipe (99%), Paraná (92%), Santa Catarina (92%) e Distrito Federal (91%).

Rejuvenescimento da pandemia

A continuidade do processo de rejuvenescimento da pandemia, com uma clara mudança demográfica, com adultos jovens e de meia-idade representando uma parcela cada vez maior dos pacientes em enfermarias e unidades de terapia intensiva.

O processo de rejuvenescimento da pandemia no Brasil é confirmado por meio desses novos dados. A semana epidemiológica 16 (SE 16)1
apresenta idade média dos casos internados de 57,1 anos, versus idade média de 62,7 anos na semana epidemiológica 1 (SE 1). Para óbito, os
valores médios foram 71,5 anos (SE 1) e 63,7 anos (SE 16). As curvas por idade simples para casos e óbitos, segundo semana epidemiológica
(Figura 1), permitem a inspeção visual do processo de rejuvenescimento, com deslocamento da curva em direção a faixas etárias mais jovens.

Jornal Midiamax