Cotidiano

Morte de criança por febre maculosa no RJ deixa MS em alerta por causa de capivaras; entenda

Doença pode causar inflamação do cérebro, paralisia e insuficiência respiratória e afetar o coração

Gabriel Maymone e Renata Barros Publicado em 16/09/2021, às 10h10

Parque das Nações Indígenas é habitat de capivaras em Campo Grande
Parque das Nações Indígenas é habitat de capivaras em Campo Grande - Reprodução

A confirmação esta semana da morte de uma criança de 6 anos por febre maculosa no interior do estado do Rio de Janeiro deixou moradores de Mato Grosso do Sul em alerta por causa do número de capivaras, símbolo do Estado. Isso porque o animal é o principal hospedeiro do carrapato-estrela, transmissor da doença.

Conforme dados da SES (Secretária de Estado de Saúde) de MS, o último caso registrado da doença no Estado foi em fevereiro de 2018. Porém, a morte da criança no Rio de Janeiro acende alerta, pois as autoridades de saúde do município de Campos dos Goytacazes (RJ) investigam a origem do hospedeiro e não descartam ter chegado 'de fora'.

A SES-MS alerta que a febre maculosa, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii pode causar inflamação do cérebro, paralisia e insuficiência respiratória ou renal, além de afetar órgãos como o coração, fígado, baço, pâncreas, colocando em risco a vida do paciente.

"Os principais sintomas são febre alta, mal-estar generalizado, dores de cabeça e abdominais, náusea, vômito, diarreia e manchas avermelhadas pela pele", destaca o órgão.

As formas de prevenção da doença incluem uso de calças, botas e blusas com mangas compridas ao caminhar em áreas arborizadas e gramadas, assim como roupas claras, para ajudar a identificar o carrapato, visto que ele é escuro. Evite andar em locais com grama ou vegetação alta, use repelentes e, quando estiver em área de risco, a cada três horas, verifique se há a presença de algum carrapato em seu corpo.

Campo Grande

Em nota, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informa que o último caso confirmado foi em 2018. Nos anos seguintes, foram apenas suspeitas, que acabaram sendo descartadas. Em 2020, foram quatro casos analisados, mas todos desconsiderados.

Ainda conforme a pasta, em 2021, Campo Grande não registrou notificação da doença. 

Jornal Midiamax