Cotidiano

Menino prodígio na década de 1950, morre o cantor aquidauanense Franquito, aos 74 anos

Artista se apresentou até no Paraguai e tinha influencias na música guarani

Fábio Oruê Publicado em 08/09/2021, às 18h56

Franquito estourou na década de 1950
Franquito estourou na década de 1950 - Foto: Arquivo pessoal

Mato Grosso do Sul perdeu uma importante voz nesta quarta-feira (8). Morreu aos 74 anos o cantor Pastor Franco, conhecido artisticamente como Franquito. O artista, que nasceu em Aquidauana, no então Mato Grosso, faleceu em São Caetano (SP), onde morava. A causa da morte não foi divulgada. 

Franquito se apresentava como o menino prodigioso que nasceu na Princesa do Sul e cantou até no Paraguai. Franco é filho de pais paraguaios, Nestor Franco e Ladisla Vila Maior, e foi o pai que o iniciou na arte, dando a ele as influencias da música guarani.

O artista começou a cantar com aos 5 anos e fez sua primeira atuação na Z.Y.X 20 Rádio Difusora. Mais tarde veio para Campo Grande para cantar na P.R.I 7 Rádio Cultura.

Nessa época desobedeceu uma ordem de sua mãe e apresentou-se em um circo. Do sucesso de sua atuação, recebeu um cachê de 800 cruzeiros e foi correndo, chorando de alegria entregar o dinheiro à sua mãe.

Menino prodígio

Em 1957 foi contratado para atuar no Teatro Municipal de Assunção, no Paraguai, onde realizou 20 apresentações. Em seguida, cumpriu outros compromissos na Rádio Nacional em cadeia com a Rede de Emissoras Paraguaias.

Seu sucesso chegou até a Copacabana Discos, que teve conhecimento da seu existência enquanto estava no Paraguai. A empresa enviou a Assunção um emissário para contratá-lo.

A partir do primeiro lançamento do primeiro LP pela Copacabana Discos, Franquito se tornou uma estrela em todo o Brasil, com uma intensa escala de shows em teatros, circos e salas de cinemas.

Franquito morava em São Paulo com seus três filhos: Pedro Henrique, Carlos e Alex Franco. Ele recebeu em 2018 o título de cidadão aquidauanense emérito.

Jornal Midiamax