Cotidiano

Insatisfeitos com pagamentos, trabalhadores da obra da Suzano em MS recorrem ao MPT

Audiência de mediação foi realizada para negociação de acordo coletivo de trabalho

Gabriel Maymone Publicado em 02/12/2021, às 09h37

Canteiro de obras da Suzano, em Ribas do Rio Pardo
Canteiro de obras da Suzano, em Ribas do Rio Pardo - Leonardo de França / Midiamax / Arquivo

O MPT-MS (Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul) recebeu demanda do Sinticop (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação, Obras de Terraplanagem em Geral dos Estados de MT e MS) sobre insatisfação dos cerca de 1,8 mil empregados que atuam nas obras da fábrica de celulose da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, a 94 quilômetros de Campo Grande.

Conforme o MPT-MS, os trabalhadores paralisaram as atividades no canteiro de obras no fim de novembro para reivindicar aumento salarial e do vale-alimentação, entre outras questões.

Isso porque a negociação com a empresa não passou pelo sindicato, que é a única entidade para representar os trabalhadores. Dessa forma, o Sinticop recorreu ao MPT.

Assim, uma audiência virtual de mediação foi realizada e as partes concordaram em definir uma pauta de reivindicações finais para a negociação do acordo coletivo de trabalho com a Suzano.

Nesta quinta-feira (2), está prevista uma reunião no município de Ribas do Rio Pardo, entre trabalhadores, representantes do Sinticop e da Tucumann, empresa de engenharia que comanda a obra.

Obra

De acordo com a Suzano, a unidade receberá investimentos de R$ 19,3 bilhões e será a maior fábrica de celulose do mundo. O canteiro de obras conta com cerca de 1,8 mil empregados nesta etapa inicial do projeto, em fase de terraplanagem. A partir do segundo semestre de 2022, ápice da construção, a previsão da empresa é que sejam em torno de 10 mil pessoas atuando simultaneamente.

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