Cotidiano

Esperança: tomografia detecta fluxo sanguíneo em Paulo do Radinho, que ainda não responde a estímulos

Família explica que paciente será reavaliado por neurologistas

Gabriel Neves Publicado em 14/04/2021, às 09h27

Paulo do Radinho se tornou figura conhecida entre os motoristas e frequentadores do Centro de Campo Grande.
Paulo do Radinho se tornou figura conhecida entre os motoristas e frequentadores do Centro de Campo Grande. - (Foto: Arquivo Midiamax)

Sem responder a estímulos há oito dias, Paulo Cezar da Silva Baptista, o Paulo do Radinho, teve a morte cerebral descartada de forma momentânea. Segundo familiares, foi realizada uma TC (Tomografia com Contraste) no crânio do paciente, que teria descartado o óbito no momento.

Figura icônica no centro de Campo Grande, Paulo ficou conhecido como ‘Paulo do Radinho’ por conta do aparelho que carregava consigo nos finais da tarde no cruzamento entre a Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho.

De acordo com sua irmã, Maria Baptista, Paulo ainda está em estado grave e sem responder a nenhum estímulo, sem sedação há 8 dias, a equipe médica tentou desligar os aparelhos de ventilação, mas o paciente não teve reação.

Com a suspeita de morte cerebral, Paulo foi submetido a uma tomografia com contraste no crânio, mas a equipe médica teria constatado que ainda existe fluxo sanguíneo no órgão, não sendo possível constatar o óbito.

“Ele está lutando bravamente, disseram que agora ele será reavaliado pela equipe de neurologistas, mas não tem muito o que fazer, é esperar e ver se ele reage aos estímulos”, comentou Maria.

Após um teste negativo, a família conta que ainda aguarda o resultado de um segundo teste de Covid-19 realizado no paciente.

Internação

Paulo deu entrada no hospital com quadro de hipoglicemia, uma complicação do diabetes. Anteriormente, ele permaneceu 38 dias internado no Hospital El Kadri, também por conta da diabetes, deixando o local em 3 de abril.

“Ele chegou no sábado passado (3) e no domingo (4), de noitinha, passou mal e teve uma crise de hipoglicemia”, lembrou ela. Ele foi levado para o Hospital Cândido Mariano, em Jardim, onde chegou a ser estabilizado. No entanto, uma nova convulsão deu início aos esforços para que se conseguisse a transferência para Campo Grande em vaga zero.

“Ele teve de novo convulsão e tiveram de intubar e tentar vaga para Campo Grande. Conseguimos uma UTI daqui e ele seguiu em vaga zero para o Hospital do Pênfigo”, contou Maria.

Desde então Paulo segue internado em estado grave, sem responder a estímulos há 8 dias, mesmo após a retirada da sedação. Paulo também enfrentou febre e um quadro de pneumonia.

Jornal Midiamax