Cotidiano

Especialista na arte de benzer crianças, rezador morre em aldeia na fronteira de MS

A comunidade indígena de Mato Grosso do Sul perdeu mais uma importante liderança indígena. O rezador guarani kaiowá, Valério Vera Gonçalves, morreu neste domingo (21) em Amambai, onde estava em tratamento. De acordo com informações da família do cacique, que residia na Aldeia Panambi – Lagoa Rica, em Douradina, ele tinha 73 anos, era hipertenso […]

Marcos Morandi Publicado em 22/03/2021, às 09h09 - Atualizado às 12h39

Rezador ajudava na transmissão da cultura indígena. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Rezador ajudava na transmissão da cultura indígena. (Foto: Reprodução/Redes Sociais) - Rezador ajudava na transmissão da cultura indígena. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A comunidade indígena de Mato Grosso do Sul perdeu mais uma importante liderança indígena. O rezador guarani kaiowá, Valério Vera Gonçalves, morreu neste domingo (21) em Amambai, onde estava em tratamento.

De acordo com informações da família do cacique, que residia na Aldeia Panambi – Lagoa Rica, em Douradina, ele tinha 73 anos, era hipertenso e também diabético.

Em postagens nas redes sociais, moradores da Reserva Indígena Federal lamentaram a morte de Valério, que era conhecedor das plantas medicinais e das práticas ancestrais da reza. Ele era rezador didático e há alguns anos ajudava na formação de professores. Além disso, também ensinava os mais novos a cantar.”

“Ele foi um mestre tradicional, um sábio, que contribuiu para a valorização dos saberes tradicionais na formação de gerações de professores indígenas. Valério era um nhanderu (rezador) autêntico e dominava a arte de benzer crianças e deixado um legado na educação indígena”, explica o pesquisador da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Neimar Machado de Souza.

Jornal Midiamax