Cotidiano

Em Campo Grande, mais de 5 mil pessoas não voltaram para tomar a 2ª dose; confira os riscos

Sem a 2ª dose, o cidadão não tem a proteção do imunizante

Gabriel Maymone Publicado em 30/06/2021, às 13h20

Somente com a vacinação completa é que o indivíduo terá proteção contra a covid
Somente com a vacinação completa é que o indivíduo terá proteção contra a covid - Henrique Arakaki / Midiamax

A maioria das vacinas aplicadas no Brasil nesta primeira etapa de vacinação contra covid é de duas doses. Os estudos desses imunizantes apontam que as duas aplicações são necessárias para garantir a eficácia e proteger o indíviduo contra a covid. Porém, em Campo Grande, 5.073 pessoas não voltaram no prazo estabelecido para completar o ciclo vacinal.

Conforme a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), o levantamento leva em consideração o mês que a pessoa deveria ter tomado a 2ª dose. Por exemplo, quem tomou a CoronaVac em fevereiro deveria receber a D2 em março, pois a janela é de 28 dias. Já quem foi vacinado na 1ª dose com a AstraZeneca, o prazo para receber a dose 2 é maior.

O cálculo foi feito sem levar em consideração as pessoas que deveriam ter tomado a dose de reforço no mês de junho.

Um dado que chama a atenção é que 86% das pessoas que não voltaram para receber a 2ª dose foram aqueles que haviam tomado CoronaVac. Ou seja, 4.376 pessoas que receberam a vacina produzida no Instituto Butantan não completaram o esquema vacinal. Já outras 694 não compareceram aos pontos de imunização para receber a dose 22 da AstraZeneca, produzida na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Porém, a prefeitura de Campo Grande reforça que o calendário segue aberto para quem perdeu o prazo da 2ª dose, "independentemente da data que deveria ter buscado por uma unidade de saúde, e que o cronograma só está completo e a eficácia garantida após a aplicação das duas doses da vacina", reforço o município em nota.

Importância da 2ª dose

Sem a segunda dose da vacina, o indivíduo não tem a proteção completa do imunizante. As vacinas contra a Covid-19 garantem proteção porque previnem a doença, especialmente nas formas graves, reduzindo as chances de morte e internações.

Embora não impeçam o contágio e nem a transmissão do vírus, a vacinação é essencial, já que induz o sistema de defesa do corpo a produzir imunidade contra o coronavírus pela ação de anticorpos específicos, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações.

Jornal Midiamax