Cotidiano

Covid-19: Imunidade pós-vacina pode demorar semanas e cuidados devem ser mantidos

Especialistas e a SES afirmam que é preciso manter os cuidados para evitar a contaminação por coronavírus, mesmo após a vacina. 

Dândara Genelhú Publicado em 18/02/2021, às 17h27 - Atualizado às 17h33

 Foto: Henrique Arakaki | Jornal Midiamax
Foto: Henrique Arakaki | Jornal Midiamax - Foto: Henrique Arakaki | Jornal Midiamax

Ainda que exista esperança e animação dos brasileiros em poder voltar para as rotinas normais, existe um grande espaço entre o início da imunização contra a Covid-19 e a retomada da vida usual. Especialistas e a SES (Secretaria de Estado de Saúde) afirmam que é preciso manter os cuidados para evitar a contaminação por coronavírus, mesmo após a vacina.

Ao Jornal Midiamax, a secretária-adjunta da Saúde Cristhinne Maymone reforça que a população de Mato Grosso do Sul e do Brasil inteiro deverá cooperar mesmo após serem vacinados, pois, estamos tratando de uma doença nova e mutável. “Mas o que a gente tem de evidências científicas para conter a doença? Temos a máscara, as medidas de higiene e o distanciamento físico entre as pessoas”, detalha.

A vice-presidente da SBIM (Sociedade Brasileira de Imunização), Isabella Ballalai, destaca que em média o tempo mínimo para que o sistema imunológico responda à doença é de 14 dias após receber a primeira dose de alguma vacina. Entretanto, afirma que o tempo de resposta depende diretamente de cada imunizante.

Vacinas aplicadas em MS

Em Mato Grosso do Sul são aplicadas duas vacinas contra o coronavírus, a Astrazeneca e a Coronavac. Ambas foram enviadas pelo Ministério da Saúde. A Astrazeneca, produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), é capaz de atingir eficácia geral de proteção de até 76% em 22 dias após a aplicação da primeira dose.

Assim, quando aplicada a segunda dose, a vacina pode superar 82% de eficácia geral. O intervalo de aplicação das doses da Astrazeneca é de até 90 dias. De acordo com estudos publicados na revista The Lancet, o imunizante é mais eficaz se respeitada a janela de tempo de três meses para o reforço.

Então, a Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan, possui eficácia comprovada após a aplicação das duas doses. O imunizante precisa de intervalo de 14 a 28 dias para o reforço.

O Instituto destaca que é preciso duas semanas, após a aplicação da segunda dose, para que a pessoa esteja protegida. Entretanto, lembra que uma quantidade maior de anticorpos pode ser registrada até um mês após o fim da vacinação com a Coronavac.

Fui vacinado e agora? De acordo com a presidente do SBIM, em entrevista à Agência Brasil, é preciso manter todas as recomendações mesmo com a vacinação contra o coronavírus em dia. Vacinados devem continuar utilizando máscaras, evitando aglomerações, higienizando as mãos e objetos e respeitando as recomendações das autoridades sanitárias.

Jornal Midiamax